PRÊMIO AÇORIANOS DE MÚSICA 2009

Ontem, dia 28 de abril, no Theatro São Pedro em Porto Alegre, aconteceu a 19ª edição do Prêmio Açorianos de Música. Com homenagem especial ao pianista, compositor e arranjador Geraldo Flach, o evento premiou diversas categorias nos gêneros Instrumental, MPB, Pop/Rock, Regional, Blues/Jazz, Erudito e Rap.

Diferente do ano passado, quando assisti à entrega dos prêmios e presenciei as merecidas vitórias do álbum A Mulher de Oslo de Vanessa Longoni no gênero MPB e do álbum My Baby Just Cares For Me do grupo Delicatessen no gênero Blues/Jazz, esse ano, afastado de Porto Alegre, fiquei sabendo dos resultados apenas hoje.

Dentro da lista de premiados, muitas foram as surpresas para mim. A principal delas foi que o grupo Realidade Paralela infelizmente não levou nenhum troféu dos 5 aos quais foi indicado (melhor disco MPB, melhor espetáculo, melhor intérprete para Vanessa Longoni, melhores instrumentistas para Angelo Primon e Marcelo Corsetti). Realmente fiquei espantado com esse fato, principalmente se pensarmos que o quarteto que forma o Realidade (Vanessa, Angelo, Corsetti e Luke Faro) é formado por quatro dos melhores músicos do Rio Grande do Sul e fez um álbum de qualidade reconhecida além das fronteiras deste estado e foi um dos mais atuantes grupos musicais em 2009, fazendo inúmeros shows em Porto Alegre, em cidades do interior do estado e no Rio de Janeiro. Por essas razões fica registrada aqui minha lástima em relação a essa falta de reconhecimento (para além da indicação apenas e sem menosprezar os outros concorrentes) a esse grande e qualificado projeto musical que é o Realidade Paralela.

Pois bem, além disso, outro estranhamento de minha parte foi em relação à específica categoria de melhor intérprete de MPB, pois, para o meu gosto, seria quase impossível desbancar Vanessa Longoni ou o excelente trio Andréa Cavalheiro, Ana Krüger e Alex Alano como merecedores do prêmio. Mas o quase, nesse caso, fez a diferença. Assim como na categoria de instrumentista de MPB, já que Angelo Primon e Marcelo Corsetti infelizmente não foram agraciados com o troféu, mesmo apresentando uma combinação sonora inovadora entre a guitarra elétrica e a viola caipira nas canções do álbum do Realidade.

No entanto, outras premiações foram muito justas, na minha opinião, entre elas: melhor álbum MPB para Cidade Baixa de Fausto Prado e Caetano Silveira, melhor instrumentista e compositor do gênero instrumental para Maurício Marques e seu excelente Milongaço, melhor álbum instrumental para Bah do Quartchêto, melhor álbum, intérprete e compositor para Oly Jr. com seu álbum Milonga Blues, no gênero Blues/Jazz e o prêmio de Revelação para o cantor e compositor Filipe Catto com seu EP Saga.

Sem mais delongas, confiram AQUI todos os premiados e prestigiem, sempre que possível, o trabalho desses artistas, pois mesmo recebendo troféus desta premiação, infelizmente a qualidade da música deles não tem garantias de que será espalhada para o resto do estado ou mesmo que simplesmente esteja em um teatro ou loja de discos mais próxima de você. Portanto, quem se interessar, corra atrás e valorize esses artistas!

Saudações musicais!

AFROLATINIDADES

Entre maio e junho acontece um evento fantástico no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (RJ). O Afrolatinidades reunirá em diversas datas vários músicos da América Latina, dando uma amostra do panorama  musical riquíssimo desse continente cultural que, infelizmente, é muitas vezes desconhecido do público brasileiro, mesmo aquele mais atento à diversidade musical de outros países.

Abaixo, portanto, o release e a programação do evento que, além de imperdível, é um encontro necessário entre os músicos da América Latina e indispensável para o bom e curioso apreciador de música.

AFROLATINIDADES
Um rico panorama da atual música da América Latina
Songoro Cosongo recebe grandes músicos internacionais no CCBB

por Monica Ramalho

Todos aprendemos no colégio que o Brasil faz parte da América Latina, mas será que existe um intercâmbio musical entre os países vizinhos? Deveria – inclusive mais pelas diferenças do que pelas semelhanças, o que promoveria uma troca bastante fértil. Foi pensando nisso que o chileno Arturo Cussen, músico da banda Songoro Cosongo, rabiscou as linhas gerais da série AFROLATINIDADES, a ser apresentada em maio e junho no Teatro II, do Centro Cultural Banco do Brasil. A proposta é traçar um panorama da atual música afro-latina, com atrações nacionais e internacionais, entre elas artistas que nunca se apresentaram no nosso país (caso do legendário Francisco “Pancho” Amat, de Cuba) e outros que já dialogam com o cancioneiro brasileiro há décadas, como o uruguaio Hugo Fattoruso, que gravou com Chico Buarque e Maria Bethânia.

Formada em 2005, no Rio de Janeiro, por músicos da Argentina, Colômbia, Venezuela, do Chile e do Brasil, a Songoro Cosongo será a banda residente de toda a série, em cartaz nos dias 11, 18, 25 de maio e 1 de junho, às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6. A banda exemplifica muito bem o mote do projeto, já que cada integrante veio de um país da América Latina. “Vamos ilustrar musicalmente dois países por show, o que é um desafio dos grandes. Penso em repertórios que sejam muito gostosos de acompanhar, seja tocando ou ouvindo”, diz o curador, ele mesmo um estudioso dos ritmos latinos. Arturo Cussen já rodou muitos lugares com a finalidade de pesquisar música. Foi assim, aliás, que pisou em solo brasileiro.

Songoro Cosongo

É interessante notar que a maioria das atrações da série AFROLATINIDADES faz mais shows na Europa do que em seus países nativos. Você também já viu esse filme? Pois é. Acontece o mesmo por aqui. Alguns de nossos melhores instrumentistas estão radicados no exterior, tamanha a oferta de trabalho e o prestígio de seus nomes lá fora. E o mesmo ocorre com os oito elementos do Songoro Cosongo, especialistas em misturar ritmos como salsa, merengue, frevo, choro, jazz e afro-beat para o nosso ouvido ainda destreinado (quiçá por pouco tempo!). AFROLATINIDADES vem aí para desmistificar a verdadeira música latina aos brasileiros. Ao todo, serão quatro shows de riqueza singular, assim distribuídos:

11 DE MAIO
TROPICALIDADE CARIBENHA: CUBA E CENTRO AMÉRICA

CONVIDADOS: FRANCISCO “PANCHO” AMAT E RENÉ FERRER

Pela primeira vez no Brasil, Francisco “Pancho” Amat virá fazer a abertura do AFROLATINIDADES, ao lado da rapaziada do Songoro Cosongo. “Pancho” é compositor, arranjador e um conceituado tocador de Tres Cubano, um violão adaptado para as exigências naturais da música do seu país. “Muito respeitado em Cuba, ele é ‘O’ cara”, segundo Arturo. O mais requisitado intérprete de Tres nas produções locais, já compartilhou acordes com artistas do peso de Cesária Évora, Ry Cooder e Pablo Milanés. O outro convidado destes shows será o cantautor René Ferrer, radicado há quase uma década no Rio de Janeiro, e um legítimo representante da trova cubana. Os gêneros mais tocados neste dia serão SALSA, SON CUBANO e BOLERO.

18 DE MAIO
BATIDAS MISTAS: COLÔMBIA E VENEZUELA

CONVIDADOS: ALINE GONÇALVES E CHEO HURTADO

O Songoro Cosongo vai receber a brasileira Aline Gonçalves, voraz pesquisadora de instrumentos de sopro latinoamericanos autóctones, como a gaita colombiana, similar a um pife, de origem indígena. E o convidado internacional será Cheo Hurtado, exímio tocador do 4 venezuelano – um violão menor, com som percussivo. Dono de uma técnica impressionante, Cheo faz parte do quarteto Ensemble Gurrufio, que interpreta uma música complexa como o nosso choro e, inclusive, está gravando um disco com o bandolinista Hamilton de Holanda. Cheo também atua como solista e ajuda a difundir a música do seu país pelo planeta. Os gêneros da vez serão JOROPO, CUMBIA e PUYA.

25 DE MAIO
CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU

CONVIDADOS: HORÁRIO SALINAS E RICARDO BARTHA

Do Chile, virá o renomado violonista Horário Salinas. Compositor e arranjador com expressiva atuação político-musical nos anos 70, foi amigo pessoal de Violeta Parra e Victor Jara e colaborou com muitos artistas do mundo, como Wynton Marsalis, Peter Gabriel, Mercedes Sosa e John Williams. Sua criação incorpora a condição cultural da América Latina, fazendo uma mistura das tradições espanholas com a música pré-hispânica e a herança africana. É diretor musical do Inti-Illimani Histórico, banda com mais de 30 álbuns no currículo, que esteve no Brasil pela última vez há 17 anos. Já Ricardo Bartha, cantor e líder da banda Negro Mendes, vai representar a musicalidade do Peru. “Ele é um jovem interessante, professor e compositor e tem um acervo gigante de música peruana. Mora no Rio há dez anos”, pontua Arturo. Os gêneros tocados neste dia serão CUECAS E TONADAS chilenas mais LANDÓS e FESTEJOS peruanos.

1 DE JUNHO
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI

CONVIDADOS: RENE ROSSANO E HUGO FATTORUSO

O argentino René Rossano toca guitarra no Songoro Cosongo e vai trazer um baú de inéditas para o AFROLATINIDADES. Arturo brinca, dizendo que ele é um raros compositores que não se interessam em registrar a própria obra. Enfim, vamos conhecer esse material ao vivo no CCBB! Em outra época, o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso atuou bastante no Brasil e gravou com Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Chico Buarque, João Bosco, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Miúcha, Geraldo Azevedo e Milton Nascimento, entre outros. “É o único convidado internacional que tem um vínculo com o país”, assinala Arturo. Também compositor, arranjador e vocalista, Hugo é um músico fundamental para entender a sonoridade uruguaia. O público vai ouvir TANGOS, MILONGAS e CANDOMBES.

SERVIÇO

ONDE: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Telefone: 3808.2020)

QUANDO: dias 11, 18, 25 de maio e 1 de junho, às 12h30 e às 19h

QUANTO: R$ 6 (inteira), com meia entrada (R$ 3) para estudantes e maiores de 65 anos

PROGRAMAÇÃO

11 de maio
TROPICALIDADE CARIBENHA: CUBA E CENTRO AMÉRICA

Francisco “Pancho” Amat e René Ferrer

18 de maio
BATIDAS MISTAS: COLÔMBIA E VENEZUELA

Aline Gonçalves e Cheo Hurtado

25 de maio
CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU

Horário Salinas e Ricardo Bartha

1 de junho
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI

René Rossano e Hugo Fattoruso

BALEIRO/RAMIL (parte 3)

Com certeza, o álbum Líricas (2000) de Zeca Baleiro é o trabalho do músico maranhense que mais gosto de escutar. E isso pode ser facilmente explicado, já que este foi o primeiro cd que escutei de Zeca, logo após minha irmã ter assistido o show deste álbum em Santa Maria (RS). Na verdade, mais do que isso, Líricas foi o primeiro álbum que escutei e gostei por inteiro, quando ainda não me preocupava em apreciar música de forma mais organizada e sistemática.

Mas não poderia ser diferente quando o repertório do disco começou com Minha Casa (com melodia cativante e letra criativa) e encerrou com a lindíssima Brigitte Bardot, com um epílogo abrilhantado pela mãe de Baleiro cantando Na virada da montanha (Ary Barroso e Lamartine Babo) ao telefone e pela citação de “a alma é o segredo do negócio”, frase-conceito que seria tema de uma canção posterior do compositor.

Diferente dos dois primeiros álbuns de Baleiro, a sonoridade de Líricas é um pouco mais homogênea, construindo uma atmosfera mais acústica e com letras em sua maioria falando do amor em seus diferentes aspectos. Babylon e Nalgum Lugar (poesia maravilhosa de E. E. Cummings traduzida por Augusto de Campos) poderiam muito bem ser temas de alguma serenata sofisticada. Já Você só pensa em grana e Balada para Giorgio Armani falam de um mundo nada agradável para uma alma poética, seja nas relações amorosas (como no primeiro caso) ou nas relações sociais em geral (como no segundo).

Para uma prova de Líricas, abaixo o clipe da música Quase nada (em parceria com Alice Ruiz):

No terceiro álbum de sua carreira, Vitor Ramil apostou em poucas canções longas, diferente das muitas pequenas que atravessaram o álbum anterior. Essa experimentação, como salientei no post anterior dessa série, fez parte de um processo criativo maior, ao qual Vitor se dedicou antes de conceber plenamente as principais linhas da “Estética do Frio”. Neste Tango (1987, com reedição em 1996)), o cantor e compositor pelotense apresentou clássicos definitivos de sua carreira, como Joquim (versão da música Joey, de Bob Dylan e Jacques Levy, com letra baseada na vida de Joaquim Fonseca) e Loucos de cara (em parceria com Kledir Ramil).

A capa do LP "Tango" com o bonito desenho de Carlos Scliar

No entanto, apesar da beleza incontestável dessas canções e de outras do álbum como Sapatos em Copacabana e Passageiro, a música Nada a ver foi a melhor surpresa do disco para mim. A fina ironia da letra e o arranjo que representa bem a tensão dos dilemas do narrador me pegaram de jeito. Mesmo assim, se não estou redondamente enganado, essa não é uma das canções mais celebradas de Ramil. E isso só prova a qualidade do artista, que consegue criar excelentes canções que podem ser redescobertas a cada audição.

Aliás, é justamente em Tango, com suas 8 canções, que Vitor se mostrou um compositor bastante maduro, com letras bem elaboradas e melodias mais complexas. Nesse momento, Vitor morava no Rio de Janeiro e seus parceiros musicais no álbum foram Carlos Bala (bateria), Nico Assumpção (baixo), Paulo Supekovia (guitarra), Leo Gandelman (Sax Alto), entre outros.

Abaixo, Joquim interpretada pelo “Barão de Satolep” durante o espetáculo Tangos e Tragédias:

Não esqueçam, meus próximos comentários singelos e pessoais sobre as discografias de Zeca Baleiro e Vitor Ramil continuarão com Pet Shop Mundo Cão (2002) e À beça (1996).

Saudações musicais!

DE NOVA YORK A BUENOS AIRES

Enquanto o acervo de álbuns lançados em 2010 vai aumentando, ainda há muito o que comentar sobre o que veio ao mundo no ano passado. E neste momento escreverei algumas palavras sobre dois cds de 2009 que não paro de escutar há meses: The Fall, da estadunidense Norah Jones e Fuerza Natural, do argentino Gustavo Cerati.

Esses dois álbuns representam, para o meu gosto, duas das melhores expressões da música pop nos últimos anos, combinando ótimas letras com melodias contagiantes e muito bem construídas.

Norah Jones, em seu 4º álbum de estúdio, distancia-se da levada jazzística que caracterizou algumas de suas primeiras produções e a tornou famosa para arriscar na combinação entre country, rock, blues y otras cositas más em letras bastante pessoais e criativas.

Já Gustavo Cerati, em seu 5º álbum solo, fez uma reunião, como o próprio artista afirmou, das principais influências de seus outros discos. Mesmo assim, a combinação entre o folk, o rock sessentista e pitadas de psicodelia pode ser entendida como o eixo das canções de Fuerza Natural.

É interessante destacar que existem muitas críticas em relação a estes álbuns. No caso de Norah muita gente achou The Fall um álbum pop e óbvio demais e, no caso de Cerati, que neste último trabalho o cantor e compositor argentino poderia ter diversificado mais nos arranjos das canções, sendo que o investimento pesado no folk teria como consequência a pouca originalidade, tanto nas letras quanto nas melodias.

No entanto, não sou “crítico” o suficiente para procurar defeitos em músicas que me fazem sentir bem, independente da originalidade ou não de seus temas e arranjos. Além do mais, prestando atenção no que dizem Norah e Cerati a partir de suas canções vamos encontrar muita poesia e muito lirismo, que são elementos essenciais para a minha fruição musical. E se isso acontecer através do pop, do folk ou do jazz, tanto faz, importa  mesmo é que a poesia transborde por aí.

Abaixo apreciem as canções Tell Yer Mama (Norah Jones, The Fall) e Cactus (Gustavo Cerati, Fuerza Natural).

Saudações musicais!

VERSÕES ESPARSAS 9

No dia 7 de maio, o grande cantor e compositor gaúcho Nelson Coelho de Castro lança seu sexto álbum solo, intitulado Lua Caiada. O show acontece no Auditório da Reitoria da UFRGS, às 21h, com preço único de R$10,00.

Para não deixar passar em branco esse aguardado momento, já que o último álbum do compositor, Da Pessoa, é de 2001, a nona edição do Versões Esparsas traz um vídeo com Nelson em 1986 divulgando seu show A Carne no Jornal do Almoço da RBS TV. O vídeo faz parte do precioso acervo do jornalista Emílio Pacheco, que tem um ótimo blog AQUI e que possui no seu canal do YouTube outras raridades.

Confiram, portanto, a entrevista de Nelson e compareçam no lançamento de Lua Caiada, um álbum que já é motivo de muitos elogios da crítica.

Saudações musicais!

REALIDADE PARALELA CONVIDA DUCA LEINDECKER

É quase uma heresia não ter comentado aqui o excelente show no qual o grupo Realidade Paralela convidou a uruguaia Ana Prada e a espanhola Queyi para dividirem o palco do Paraphernália Bar, no dia 1º de março.

Na ocasião, além de algumas canções do álbum homônimo do Realidade, Ana Prada apresentou algumas das belíssimas músicas de seu recente álbum, Soy Pecadora (2009), entre elas Me quiere sonar, Camalotes sueltos, Juveniles bríos e a canção que dá título ao álbum. Além da sonoridade peculiar sintetizada na interação entre a viola de Angelo Primon, a guitarra de Marcelo Corsetti e a bateria de Luke Faro, a combinação entre as vozes de Vanessa Longoni, Ana Prada (que também tocou violão) e Queyi (que também tocou melódica) foi algo de uma beleza impressionante.

Mas para quem perdeu essa oportunidade, outra edição do projeto Realidade Paralela Convida acontece na próxima segunda-feira (12/04), com a participação especial do cantor, compositor, instrumentista e escritor Duca Leindecker. Confiram abaixo o release do show e compareçam, pois o show promete!

Saudações musicais!

REALIDADE PARALELA

convida

DUCA LEINDECKER

Depois de dois convidados internacionais (Daniel Drexler e Ana Prada), o projeto REALIDADE PARALELA CONVIDA  segue com mais uma edição. O convidado da vez também é um artista internacional, com a diferença  que mora e atua em Porto Alegre. DUCA LEINDECKER, compositor, instrumentista, escritor e cineasta é o convidado da segunda-feira próxima (12/04), 21 HORAS, no PARAPHERNÁLIA BAR – Joao Alfredo 425, fone: 32215225.

O REALIDADE lançou seu primeiro disco no ano passado, obtendo grande destaque da crítica especializada de todo país, sendo considerado o disco do  mês de novembro pelo Jornal do Brasil. Formado por Vanessa Longoni, Luke Faro, Angelo Primon e Marcelo Corsetti, o Realidade busca novas sonoridades interpretando temas conhecidos. Segundo Beto Feitosa “O REALIDADE TRANSFORMA O CONHECIDO EM NOVIDADE!!!

DUCA LEINDECKER é um dos mais destacados músicos de nosso estado. Iniciou sua carreira na Bandalieira e logo obteve grande destaque como instrumentista, chamando a atenção de STANLEY JORDAN E BOB DYLAN. Desde 1991 tem seu trabalho fundamentado na sua banda , CIDADÃO QUEM  e atualmente forma com Humberto Gessinger o duo POUCA VOGAL,  com DVD recém lançado  e fazendo shows de grande destaque em todo país. Já lançou dois livros obtendo reconhecimento unânime de toda crítica especializada.

Nesse show serão apresentadas músicas do Realidade e tambem de Duca, sempre com a sonoridade que tem caracterizado o grupo, ou seja , o desafio de fazer a viola, bateria e guitarra soarem atuais e integrados a música que esta sendo executada. Tudo isso acompanhado das vozes especiais de Vanessa Longoni e Duca Leindecker  que ainda tocará seu violão, sempre executado com perfeição.

O QUE: REALIDADE PARALELA CONVIDA DUCA LEINDECKER

ONDE: PARAPHERNÁLIA BAR – Joao Alfredo 425, fone; 32215225.

QUANDO: 12 DE ABRIL    21 HORAS

COPA FEST

Para quem estiver na cidade do Rio de Janeiro, entre 16 e 18 de abril no Copacabana Palace acontece o festival Copa Fest, reunindo grandes nomes da música instrumental brasileira.

E para os internautas que querem conferir o festival rola uma promoção exclusiva. Basta acessar: www.copafest.com.br e responder à pergunta: ‘O que seu olhar sobre Copacabana e sobre a música instrumental brasileira revela?’. Os autores da melhores frases ganham convites e drinks!

Portanto, aproveitem a oportunidade e apreciem a ótima música instrumental do Copa Fest. Para mais informações, leiam abaixo o release feito pela Monica Ramalho da Caixinha de Música.

Saudações musicais!

COPA FEST REÚNE O MELHOR DO INSTRUMENTAL
BRASILEIRO NO COPACABANA PALACE

Hermeto Pascoal, Cesar Camargo Mariano e Marcos Valle estão entre as atrações do festival

O Copacabana Palace abre novamente os seus salões para três noites inesquecíveis do melhor da música instrumental brasileira. No elenco, alguns dos nossos gigantes, que têm uma sólida carreira internacional e costumam se apresentar mais no exterior do que aqui. A segunda edição do Copa Fest, que marca a entrada do evento no calendário cultural do Rio de Janeiro, será realizada nos dias 16, 17 e 18 de abril. Além de atrações que há muito não tocam na cidade, como Hermeto Pascoal e Cesar Camargo Mariano, o festival inaugura uma nova etapa: a partir de agora, haverá Copa Fest duas vezes por ano.

“O desenho do festival, que mescla grandes nomes e novos talentos, demonstra o vigor e a longevidade da nossa música instrumental, respeitada no mundo inteiro”. A afirmação é de Carol Rosman, uma das curadoras do Copa Fest, ao lado de Bernardo Vilhena, que enfatiza: “Queremos fazer um evento dedicado à música e aos músicos. Eles são as estrelas, com todo espaço do palco para mostrar seus talentos individuais, suas composições próprias, os clássicos e também novos standards”. Carol já produziu incontáveis shows instrumentais e Bernardo é poeta, compositor, pesquisador e produtor de discos e shows de Gal Costa e Lobão, entre outros.

Hermeto Pascoal (Foto: Tom Beetz)

O Copa Fest estreia na sexta, dia 16, às 21h, com o multiinstrumentista Zé Luis e a Banda Magnética. Carioca radicado em Nova York há 20 anos e conhecido no Brasil de quando acompanhava Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Cazuza, o músico assina os arranjos dos clássicos contemporâneos do repertório da Banda Magnética, formada por nove jovens de 14 a 25 anos. A Magnética volta ao Copa Fest devido ao grande sucesso na edição anterior e por representar o ideal do festival de renovação de artistas e público. Às 23h, o alagoano Hermeto Pascoal, um dos criadores do legendário Quarteto Novo, vem espalhar sua música surpreendente na plateia do Copa Fest. Esse show rompe cerca de seis anos de ausência, tempo em que o bruxo está radicado em Curitiba. Hermeto vai trazer a tiracolo sua obra curiosamente simples e sofisticada, feita com bacias, garrafas e outros objetos que viram instrumentos e alcançam sonoridades únicas.

O violonista Chico Pinheiro inaugura os trabalhos de sábado, dia 17, às 19h. Aos 35 anos, já compartilhou acordes com músicos e cantoras incríveis, como Brad Mehldau, Dave Holland, Esperanza Spalding, Rosa Passos e Luciana Souza. Em seguida, às 21h, o compositor, cantor e pianista Marcos Valle apresenta o show instrumental Jet Samba, que costuma lotar teatros fora do país. Para fechar a noite, o super tecladista Cesar Camargo Mariano desembarca no palco do Golden Room com seu trio, completado por Marcelo Mariano no baixo e Jurim Moreira na bateria. O músico participou do surgimento da bossa nova, foi arranjador dos maiores sucessos de Wilson Simonal e tocou em discos importantíssimos da MPB, entre eles o antológico ‘Elis & Tom’. Cesar mora nos Estados Unidos desde 1994 e essa será uma oportunidade rara de conferir sua música de perto.

No domingo, dia 18, o pianista Osmar Milito – que nas palavras do maestro Paulo Moura “tem a bossa nova toda debaixo dos dedos” -, recebe convidados às 18h numa saborosa jam session. Também escalado no ano passado, Milito está se tornando uma tradição do festival. Outra tradição é a rapaziada do coletivo Vinil é Arte, que foi elogiadíssima em 2009. Eles fizeram, literalmente, a festa no Lounge Copa Fest com suas pick-ups e coleção de vinis espetaculares. Conquistaram admiradores de todas as idades e, atentendo a pedidos, voltam nesta edição, com entrada franca para quem quiser dar uma passada no Copacabana Palace só para curtir o som da época do surgimento da bossa nova e bebericar os drinks do lounge.

De acordo com Isabel Seixas, sócia da M´Baraká Experiências Relevantes, “o COPA FEST foi pensado para celebrar, reviver e revitalizar a sonoridade instrumental brasileira que teve em Copacabana um dos mais criativos territórios. O festival associa duas grandes marcas cariocas reconhecidas internacionalmente e motivo de orgulho dos cariocas: a nossa música e o bairro”. A M’Baraká, produtora do evento e também responsável pelo design e pela cenografia do festival, prepara uma experiência inspirada nas diversas camadas e contrastes da região. A proposta é provocar o público numa ambientação que insinua imagens e expressões da nossa música, do Copacabana Palace e de Copacabana.

Este ano, o Copa Fest é patrocinado pela Unimed Rio, com co-patrocínio do Copacabana Palace e apoio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

PROGRAMAÇÃO

Sexta, às 21h – Zé Luis e Banda Magnética
Sexta, às 23h – Hermeto Pascoal Sexteto

Sábado, às 19h – Chico Pinheiro Quarteto
Sábado, às 21h – Marcos Valle, Jet Samba
Sábado, às 23h – Cesar Camargo Trio

Domingo, às 18h – Osmar Milito Trio (Augusto Mattoso no baixo e Rafael Barata na bateria) e convidados

QUANDO: dias 16, 17 e 18 de abril, em horários variados

ONDE: Copacabana Palace (Av. Atlântica, 1702, em Copacabana. Tel: 2548.7070)

QUANTO: os shows custam R$ 80, com meia entrada (R$ 40) para estudantes e maiores de 65 anos.

NA COMPRA DE INGRESSOS PARA DOIS SHOWS: 15% de desconto. Válido apenas para inteiras.

ETCÉTERA: classificação 16 anos; 276 lugares

VENDAS ticketronic: www.ticketronic.com.br

PADÊ

O músico paulista Kiko Dinucci lançou em 2009 o ótimo álbum Na Boca dos Outros, com canções de sua autoria interpretadas por excelentes artistas como Fabiana Cozza, Maurício Pereira, Alessandra Leão, entre outros.

Mas o objeto do meu comentário de hoje é o ótimo álbum Padê (2008), parceria de Dinucci com a excelente intérprete Juçara Marçal (que também participou do disco citado acima), sendo este seu primeiro álbum como cantora solista.

Logo depois de escutar esse álbum pensei que, do que já escutei na vida, foi o melhor conjunto de canções influenciado pela musicalidade afro-brasileira que ouvi depois dos famosos Afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes (tanto os originais quanto as belíssimas versões de Monica Salmaso e Paulo Bellinati).

Sambas, lundus, jongos e batuques construíram um álbum imponente, de composições primorosas e arranjos encantadores. Músicas como Machado de Xangô, Mar de Lágrimas e Engasga Gato são três dos 14 temas do disco que comprovam as palavras que acabo de escrever. A atmosfera formada por estas canções de Padê nos remontam a uma cultura (e musicalidade) “atlântica” forjada nestes séculos de trocas culturais (nem sempre pacíficas) entre o Brasil e a África.

Deixo registrado, portanto, meu estímulo para que escutem esse álbum e os outros trabalhos de Kiko Dinucci, além de torcer para que Juçara Marçal incremente o mais rápido possível sua discografia, brindando-nos com sua belíssima voz.

Fiquem abaixo com os vídeos de uma entrevista da dupla  e aproveitem para visitar o MySpace de Kiko Dinucci e Juçara Marçal.

Saudações musicais!

HISTÓRIA DO BLUES NO INSTITUTO CULTURAL

Se eu não estou enganado, nunca escrevi nada aqui no blog sobre um dos meus estilos musicais favoritos: o Blues. Assim, para começar a me redimir, divulgo um curso muito bacana que vai acontecer no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano aqui em Porto Alegre a partir do dia 30 de março. Confiram abaixo a programação do evento e demais informações, além de uma pitada indispensável de Muddy Waters no final.

Saudações musicais!

A história do Blues no Instituto Cultural

DJ e cronista musical inglês, Robin Clein faz ciclo de palestras sobre o gênero musical

Um dos gêneros mais populares da música e grande fonte de inspiração para o Rock’n’roll, Jazz, Pop, entre outros, o Blues será tema de um ciclo de palestras no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano. Para falar do assunto, o DJ e cronista musical inglês (natural de Londres), há muitos anos radicado em Porto Alegre, Robin Clein.

Ele vai abordar a história do Blues, contando a origem, explicando os estilos e falando de grandes nomes do gênero no cenário mundial, como John Mayall, Eric Clapton, Robert Cray, Jimmie Vaughan, entre outros.

A primeira palestra ocorre no dia 30 de março, às 20h, no Teatro do Cultural, com ingresso a R$ 15,00. As edições seguintes serão sempre na última terça-feira de cada mês e o projeto se estende até agosto.

Sempre profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), o Blues é uma forma musical vocal e/ou instrumental que se fundamenta no uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, evitando notas da escala maior, utilizando sempre uma estrutura repetitiva.

Serviço:

Histórias do Blues com Robin Clein

Local: Teatro do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano

Endereço: Rua Riachuelo, 1257 – Centro Histórico – Porto Alegre

Datas: 30/03, 27/04, 25/05, 29/06, 27/07 e 31/08 – última terça-feira de cada mês

Horário: 20h

Ingresso: R$ 15,00


CONVERSA ESPARSA COM CEUMAR

Créditos da foto: Cláudia Dorey

Quem me conhece sabe o quanto defendo o nome de Ceumar como uma das principais e melhores cantoras brasileiras da atualidade. E é só observar um pouco sua trajetória artística para chegar facilmente a essa conclusão.

A cantora e compositora mineira lançou quatro álbuns com repertórios lindíssimos, formados por canções de grandes compositores brasileiros, incluindo letras e melodias de sua própria autoria. Nos álbuns Dindinha (2000), Sempre Viva (2003) e Achou! (2005, com Dante Ozzeti) predominaram músicas de outros compositores, como Zeca Baleiro, Zé Ramalho, Chico César, Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, entre outros excelentes nomes da poesia e da música nacional.

E ano passado, Ceumar lançou seu quarto álbum, gravado ao vivo no Fecap em São Paulo, intitulado Meu Nome, com canções inteiramente compostas por Ceumar e seus parceiros, como Gero Camilo, Sérgio Pererê, Estrela Ruiz, entre outros. Com estes discos, Ceumar conseguiu inovar sem perder algumas de suas características essencias e que perpassam toda sua discografia:  as letras e melodias agradáveis, a interpretação sempre segura e delicada e o passeio pela diversidade da cultura brasileira e de seus ritmos, sem nunca sucumbir em determinados estilos e complexidades fora de propósito.

E foram justamente essas características que me atraíram quando escutei a mineira pela primeira vez (indicada por um professor amigo meu) cujas canções plantaram em mim um interesse mais forte pela música brasileira.

Assim, espero que vocês apreciem também a música de Ceumar, tanto aqueles que ainda não a conhecem (que absurdo!) quanto aqueles que desejam conhecer mais da artista. Ceumar respondeu gentilmente as perguntas desta entrevista desde Amsterdam, onde está radicada atualmente. Confiram abaixo então esta Conversa Esparsa (muito especial para mim e espero que para vocês também) com Ceumar e deixem seu comentário!

Saudações musicais!

Meu Nome (2009)

1) Conte-nos um pouco sobre o início da tua carreira. Quais foram teus principais passos antes de lançar o álbum Dindinha (2000)?

Ceumar: Bem, eu estudei violão em Belo Horizonte e comecei a cantar por lá, em bares e alguns shows com amigos. Mas foi quando cheguei em Sampa que comecei a formar um repertório, com algumas músicas de Zeca Baleiro e outros amigos compositores. Isto foi em 1995…até que Zeca me incentivou a gravar o Dindinha.

2)  Tu és mineira de Itanhandu mas morou muito tempo em São Paulo. Quais foram as contribuições diferenciadas destes lugares para tua trajetória artística?

Ceumar: Morei 14 anos em Sampa e foi lá que formei um estilo, encontrei amigos/músicos maravilhosos com quem trabalhei e pude estar mais no centro dos acontecimentos. Mas nunca deixei de ver tudo com os olhos de uma mineira do interior.

3) E agora, morando na Holanda, que expectativas essa mudança geográfica e cultural inspira no teu trabalho?

Ceumar: Inspira muito o fato de estar agora numa cidade central, Amsterdam. Daqui posso também saborear uma certa liberdade na minha criação, tenho contato com outras formas de ver e fazer arte.

4) Nos teus primeiros álbuns predominavam canções compostas por outros artistas, todos eles de grande qualidade, aliás (como Itamar Assumpção, Zeca Baleiro, Alice Ruiz, Chico César e Luiz Tatit). Quais foram os principais critérios na escolha dos repertórios destes discos?

Ceumar: A minha escolha passa pela poesia, pela melodia sem complicações e pela forma de expressão destes artistas.

5) A tua dedicação à composição, fundamental no último disco, surgiu quando dos teus primeiros contatos com a música ou é algo mais recente, dos últimos anos de tua trajetória artística?

Ceumar: Sempre fiz minhas músicas, mas era um pouco tímida em gravá-las. Comecei no segundo cd a mostrar alguma coisa e depois fui sentindo mais firmeza! Sempre tento aprender com os mestres da canção e neste último trabalho – Meu nome – senti que era o momento de relaxar e mostrar mais este lado de compositora.

6) Conte-nos um pouco sobre as dificuldades e os prazeres de se fazer um disco ao vivo com composições próprias.

Ceumar: Tive muito prazer em gravá-lo e durante os shows de lançamento foi delicioso ver as pessoas cantando as músicas, acho que valeu!

Difícil é sempre divulgar, comercializar, mas tenho uma parceria muito promissora com o selo CIRCUS ( www.circusproducoes.com ) que também faz a produção no Brasil.

7) Quais foram os principais instrumentistas com quem trabalhaste nos teus discos e shows? E hoje, quais são os que te acompanham na Holanda?

Ceumar: Ainda em Belo Horizonte toquei muito tempo com o violeiro Miltinho Edilberto, que me incentivou muito naquele momento. Foi ele quem me chamou pra ir pra Sampa e começar a tocar por lá. Em Sampa, o primeiro músico com quem toquei foi Webster Santos… fizemos muitos shows em duo com violões! Mais recentemente tocava com Gigante Brasil (bateria) e Lelena Anhaia (baixo). Gigante morreu em 2008 e sempre foi um grande amigo, nos palcos e na vida.

Aqui tenho um trio de jazz, Mike del Ferro ( piano), Olaf Keus ( bateria) e Frans van der Hoeven (baixo). Eles são maravilhosos e tem o maior carinho pela música que faço.

8 ) Saindo um pouco fora da música, que livros e filmes tu citarias como teus preferidos no momento?

Ceumar: Gostei de Avatar, adoro o filme A Partida… e estou lendo O Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa.

9) O que tu conheces e gostas da música aqui do Rio Grande do Sul?

Ceumar: Adoro Vitor Ramil, já cantamos juntos em Sampa…

Gosto da voz de Marcelo Delacroix, das canções de Nei Lisboa…e das milongas!

10)  Quais são teus planos para este ano? Existem shows agendados na Europa? E no Brasil, pretendes voltar a se apresentar quando por aqui?

Ceumar: Vou estar no Brasil entre julho/agosto…espero fazer shows!

Aqui tenho algumas datas com o trio – o Festival Mundial, em junho, por exemplo – onde devemos lançar nosso cd – será Ceumar e Jazz trio LIVE. Estamos mixando no momento.

Vou ainda relançar meu cd DINDINHA, que este ano completa 10 anos!

11)  Deixe um recado para os leitores do Música Esparsa

Ceumar: Um abraço a todos que passarem por aqui!

Que a música ajude a equilibrar nosso planeta!

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