Em breve iniciarei nas postagens do blog uma série de 8 “capítulos” sobre a discografia de dois músicos brasileiros que, para o meu gosto, são os melhores da atualidade. Quem me conhece já sabe quem são: Zeca Baleiro e Vitor Ramil. Para isso, em cada post farei meus comentários sobre um disco de cada músico, em ordem cronológica. Portanto, iniciarei com os álbuns Por onde andará Stephen Fry? (Zeca Baleiro) e Estrela estrela (Vitor Ramil).

Assim, enquanto ainda não finalizo o texto sobre estes dois discos, no post de hoje indico um trabalho raro e peculiar de Zeca Baleiro: o álbum Ode descontínua e remota para flauta e oboé de Ariana para Dionísio (2006), no qual o compositor maranhense musicou poemas de Hilda Hist.

Zeca Baleiro e Hilda Hist (créditos: site Overmundo)
Zeca Baleiro e Hilda Hist (créditos: site Overmundo)

Mas as surpresas do disco não param por aí, já que Baleiro convidou 10 cantoras brasileiras para interpretar os temas que compõem a obra. Entre elas: Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Ângela Maria, Ná Ozzetti, Ângela Rô Rô e Jussara Silveira. A síntese é de um primor inigualável, já que a tripla combinação dos poemas de Hilda Hist, com a música de Zeca Baleiro e a voz das intérpretes emociona durante toda a audição.

Ode descontínua e remota para flauta e oboé (2006)
Ode descontínua e remota para flauta e oboé (2006)

Apesar da beleza de todas as 10 canções, 4 são especialmente de minha preferência: aquelas interpretadas por Maria Bethânia, Zélia Duncan, Olivia Byington e Mônica Salmaso.

Para mais informações sobre o álbum acessem o site cujo endereço eletrônico é reproduzido abaixo: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-poesia-sonora-de-hilda-hilst-no-baleiro-de-zeca

Como prova, deixo abaixo dois vídeos com as músicas interpretadas por Bethânia e Salmaso.

Saudações musicais!

Anúncios