No domingo passado, dia 23 de agosto, faleceu meu avô materno Valter Alves da Costa, aos 93 anos. Apesar de ter sido meu avô paterno João quem escutei tocando bandoneón, sempre associei ao meu vô Valter a musicalidade e as letras do Tango. Não é à toa que as nossas últimas conversas tenham sido sobre isso.

Neste post faço uma singela homenagem a ele, com quem, apesar do pouco contato, compartilhava um jeito de ser, uma maneira de relacionar-se com o mundo que tentei expressar na definição, influenciada por Vitor Ramil, de “melancólico feliz”. Não sei se ele concordaria com isso, mas ainda dói saber que uma pessoa que encarava o mundo da forma dele não está mais entre nós, o que empobrece os humanos consideravelmente.

Como despedida musical para o meu vô Valter deixo dois vídeos: Adiós Nonino (a obra-prima de Astor Piazzolla, feita para seu pai Vicente Piazzolla, cujo neto o chamava de “Nonino”) e Jacinto Chiclana (poema de Jorge Luis Borges, música de Piazzolla e interpretação de Edmundo Rivero), esta última representando a minha curiosidade sobre meu avô que não se esgotou e sempre fará parte da minha vida.

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