Na quinta do próximo dia 5 de novembro, no Teatro do CIEE em Porto Alegre, acontece o lançamento do álbum homônimo do grupo Realidade Paralela, formado por Vanessa Longoni (voz), Angelo Primon (violão e viola caipira), Luke Faro (bateria e percussão) e Marcelo Corsetti (guitarra).

A partir de hoje, o Música Esparsa começa a contagem regressiva para o show, inaugurando uma série de posts sobre o tão aguardado álbum do Realidade Paralela.

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Desde que começou o meu interesse especial pela música feita em Porto Alegre, fui descobrindo aos poucos a trajetória de todos os quatro músicos envolvidos nesse projeto.

Angelo Primon foi o primeiro que assisti ao vivo, em 2007, na apresentação de seu excelente álbum Mosaico em Santa Maria no Teatro Treze de Maio. Depois foi a vez de Marcelo Corsetti, que fez duo com Marcelo Delacroix no Sarau do Solar dos Câmara em 2008. Só que no show do Angelo Primon lá em Santa Maria, adquiri um álbum do Xquinas, grupo de música instrumental do qual fazem parte Marcelo Corsetti, Carlos D’Elia, Matheus Kleber (que acompanhava Primon no show junto com Giovani Berti) e Luke Faro, baterista que ouvi falar pela primeira vez naquela ocasião. Pois bem, também em 2008, no Teatro de Arena, assisti a performance de Luke Faro tanto com o Xquinas quanto com o Caixa Preta.

E lá no início da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, ano passado, enquanto aproveitava minha imersão nas bancas de livros, comprando alguns poucos e apenas desejando outros muitos, ouvi falar de um show que reuniria justamente essas três figuras citadas acima: Marcelo Corsetti, Angelo Primon e Luke Faro mais a cantora Vanessa Longoni, que infelizmente não havia assistido, até então, o seu espetáculo A Mulher de Oslo, mas já sabia de sua imensa qualidade.

Pois então fui eu, lá no cais do porto, assistir a apresentação do quarteto e me impressionei: músicas que já gostava, como Ilusão da casa (Vitor Ramil) e Guitarra y vos (Jorge Drexler) ganharam versões líndissimas, outras que desconhecia, como Luz da nobreza (Pedro Luís/Zé Renato), me encantaram prontamente. Saí do show embasbacado com a afinidade e a performance empolgante dos músicos e lamentei intimamente o caráter contingente daquela reunião de grandes artistas.

Mas, para minha surpresa e alegria, o grupo reuniu-se novamente para outros shows, que foram acontecendo em outros locais de Porto Alegre: Fundação Ecarta, Teatro de Arena, Multipalco, Bar Ocidente, Teatro do CIEE e em cidades do interior do estado também. E tudo isso resultou em uma sequência de apresentações e no trabalho de registrar as músicas do shows que foram solidificando a união do Realidade Paralela e preparando o terreno para a elaboração de um álbum próprio.

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Mas a história do Realidade Paralela não começou apenas na Feira do Livro, como nos contou o violonista Angelo Primon:

“[…] temos neste período que antecede a formação atual do grupo várias “realidades” que se entrecortaram.

Durante o período dos primeiros shows da “Mulher de Oslo”, portanto muito tempo antes do cd, a Vanessa teve um convite para tocar em um show produzido por uma produtora que, patrocinada por um banco, fazia encontros musicais insólitos. Pois bem, fizemos a Vanessa Longoni encontrar Angelo Primon.

Eu já havia tido a idéia de tornar a idéia ainda mais insólita e resolvi chamar o baterista Luke Faro para integrar nosso “Duo”. Fizemos este show e, devido ao sucesso, fomos convidados para nos apresentar novamente em outro show na Álvaro Moreira. Surgiu a idéia de mantermos a idéia do duo Longoni/Primon sempre com a participação do Luke quando possível. Fizemos mais um show em Gravataí, também com grande sucesso.

Paralelo a isso, era montado o Terratrônix, duo formado por Primon/Corsetti, que trabalhava esteticamente e de forma totalmente improvisatória o encontro da alta tecnologia aplicada à guitarra (Corsetti TRÔNIX) e as sonoridades acústicas de vários instrumentos exóticos como sitar, viola de cocho, berimbau, rabeca (Primon TERRA).

Tudo caminhava em paralelo quanto às atividades destes músicos, quando acontece um convite para uma apresentação na Feira do Livro em Porto Alegre.

Tivemos a idéia de juntar as idéias “Terratrônicas” com as do Duo “em trio”.

Assim nasce a idéia da REALIDADE PARALELA, música feita por músicos com prazer em fazer música e estar juntos.”

Portanto, pelas palavras de Primon, percebemos o quanto o Realidade Paralela foi o ponto de encontro de parcerias diversas entre os músicos integrantes do grupo, que resultou na combinação rica e diversificada que caracteriza a sonoridade dessa banda.

E se você ainda não conhece o Realidade Paralela e quer conferir toda a qualidade desse grupo e de sua trajetória, nada melhor que aproveitar  o lançamento do álbum deles para fazer isso!

Os ingressos antecipados custam R$ 30,00 (com CD) ou R$ 20,00 (sem CD), com 50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística. A compra pode ser feita na Azul Cobalto (Rua Lima e Silva, 744), no Zelig (Rua Sarmento Leite, 1086) ou direto com a produção no fone (51) 9327-0222.

Por hoje fico por aqui, mas nos próximos dias continuo a falar do Realidade Paralela, sua história, sonoridade, o repertório do álbum e o que mais for pertinente para convencê-los da importância de prestigiarem o lançamento do álbum dia 5 de novembro.

Saudações musicais!

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