Pois é pessoal, o tempo passou voando e amanhã já é o dia do esperado lançamento do álbum Realidade Paralela, de Vanessa Longoni, Marcelo Corsetti, Luke Faro e Angelo Primon, no Teatro do CIEE. Às 21 horas o talentoso quarteto apresentará os 9 temas que integram o álbum e mais algumas canções que já apareceram no repertório dos vários shows que fizeram durante esse primeiro ano de vida da banda.

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Para relembrar, os ingressos antecipados custam R$ 30,00 (com CD) ou R$ 20,00 (sem CD), com 50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística. A compra pode ser feita na Azul Cobalto (Rua Lima e Silva, 744), no Zelig (Rua Sarmento Leite, 1086) ou direto com a produção no fone (51) 9327-0222. Se ainda sobrarem, podem também ser adquiridos lá no teatro antes do show.

Para finalizar portanto nossa pequena “cobertura” antes do show, deixo  abaixo uma pequena entrevista que o violonista Angelo Primon nos concedeu, reproduzindo, inclusive, um trecho que já havíamos colocado em outra postagem.

Além disso, para reforçar com imagem e som o convite, posto novamente o clipe da banda, com a música Luz da nobreza. Aproveitem e até amanhã!

Saudações musicais!

1)      Como foi a trajetória de formação do grupo antes  daquele show na Feira do Livro de Porto Alegre em 2008?

Angelo Primon: Muito interessante, pois temos neste período que antecede a formação atual do grupo várias “realidades” que se entrecortaram.

Durante o período dos primeiros shows da “Mulher de Oslo” , portanto muito tempo antes do cd, a Vanessa teve um convite para tocar em um show produzido por uma produtora que, patrocinada por um banco, fazia encontros musicais insólitos. Pois bem, fizemos a Vanessa Longoni encontrar Angelo Primon.

Eu já havia tido a idéia de tornar a idéia ainda mais insólita e resolvi chamar o baterista Luke Faro para integrar nosso “Duo”. Fizemos este show e ,devido ao sucesso, fomos convidados para nos apresentar novamente em outro show na Álvaro Moreira. Surgiu a idéia de mantermos a idéia do duo Longoni/Primon sempre com a participação do Luke quando possível. Fizemos mais um show em Gravataí e também com grande sucesso.

Paralelo a isso, era montado o Terratrônix, duo formado por Primon/Corsetti, que trabalhava esteticamente e de forma totalmente improvisatória o encontro da alta tecnologia aplicada  à guitarra (Corsetti TRÔNIX) e as sonoridades acústicas de vários instrumentos exóticos como sitar, viola de cocho, berimbau, rabeca (Primon TERRA).

Tudo caminhava em paralelo quanto às atividades destes músicos, quando acontece um convite para uma apresentação na Feira do Livro em Porto Alegre.

Tivemos a idéia de juntar as idéias “Terratrônicas” com as do Duo “em trio”.

Assim nasce a idéia da REALIDADE PARALELA, música feita por músicos com prazer em fazer música e estar juntos.

2)      Como aconteceu a “divisão de tarefas” entre a elaboração dos arranjos e a pesquisa e escolha do repertório do álbum?

Primon: A coisa toda sempre foi dividida ao natural, seguindo o tempo de convívio e as facilidades de cada um dos integrantes. Todos opinam sobre tudo, mas existem algumas matérias em que cada um tem em si uma facilidade maior, uma aptidão agregada, além de executar música.

3)      A escolha do repertório funcionou a partir de que critérios? Por exemplo: gosto pessoal, afinidades musicais, proposta diversificada do álbum, entre outros.

Primon: Basicamente a primeira postura de cada um dos integrantes da Realidade Paralela é ser feliz, realizar música sem a “dureza” ou “rigidez” estética de trabalhos dirigidos ou muito preparados em que pese a sua estrutura estético-musical.

Simples assim! Eu gostaria de cantar (ou tocar) tal música mas esta nunca teve um encaixe natural no trabalho…agora pode!!!Vamos tocar juntos, vamos curtir juntos, vamos ser felizes em música juntos!!

4)      Qual a influência na sonoridade da banda e do álbum dos outros trabalhos dos músicos:  Marcelo Corsetti (Xquinas), Angelo Primon (Mosaico), Vanessa Longoni (A Mulher de Oslo), Luke Faro (Xquinas/The Hard Working)?

Primon: Na verdade me parece que a simples “crueza” de sermos autênticos na forma de fazermos música, e levarmos isso para dentro do grupo.

O que há em comum nestes músicos????

Todos são compositores!!!!E isso diz muito!

5)      Como está sendo a divulgação do trabalho de vocês no interior do RS e em outros locais? Qual a importância dessa “descentralização” dos shows?

Primon: Está tudo muito no início, mas temos encontrado as portas abertas a essa maneira nossa de fazer música. As pessoas curtem não só a nossa música, mas, principalmente, a maneira com que fazemos nossa música!

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