Na quinta edição da seção Conversa Esparsa, apresentamos uma entrevista com a cantora Renata Adegas, que gentilmente respondeu algumas perguntas sobre sua carreira e sobre o seu álbum de estréia, Sambô (2008), produzido por Geraldo Flach e com direção musical e arranjos de Michel Dorfman (parceiro também de Renata em 5 composições do disco).

Em agosto do ano passado Renata lançou seu disco de estréia no Theatro São Pedro e lá naquele momento percebi a grande energia e a qualidade de suas interpretações, destacando-se sobremaneira no numeroso universo de cantoras brasileiras da atualidade. Uma prova disto que estou falando pode ser conferida nos vídeos abaixo, com as canções Deixe a menina (Chico Buarque) e Recado (Gonzaguinha), esta última uma bela música que integra o excelente Sambô.

Antes de dedicar-se à carreira solo, Renata foi vocalista de bandas de reconhecida qualidade em Porto Alegre, como Soul Addition, Cactus Jack e a banda do Abbey Road Studio Pub. Além disso, participou das trilhas sonoras dos filmes O Homem Que Copiava (Jorge Furtado) e Extremo Sul (Monica Schmiedt).

Neste ano, Renata protagonizou um show em homenagem a Elis Regina no Festival de Inverno de Porto Alegre e integrou com Vanessa Longoni, Marisa Rotenberg e Andréa Cavalheiro o espetáculo Mulheres da Banda, com a Banda Municipal de Porto Alegre.

Para conhecer mais um pouco do trabalho da artista, vocês podem acessar o Site e o MySpace dela, a trilha do filme Extremo Sul e meus comentários sobre o disco Sambô. Portanto, aproveitem a oportunidade e desfrutem da música de Renata Adegas!

Sambô (2008)

1) Como foram os primeiros tempos da tua trajetória artística? A escolha pela música foi precoce ou, antes dela, desenvolvias outras atividades artísticas e/ou profissionais?

Bom, meu primeiro contato com as música foi aos 7 anos, fui fazer aulas de piano e foi bem bacana, a pena é que não dei continuidade. Logo após, com 9 anos, comecei a fazer aulas de violão, sem nenhuma pretensão, apenas por divertimento. Foi assim acho que começou a minha história com a música.

2) De que forma aconteceu a escolha e composição do repertório do seu disco de estréia, Sambô (2008)? A música popular brasileira (como o samba e a bossa nova, por exemplo), que é a base deste álbum, sempre foi fundamental na tua trajetória de intérprete?

A escolha foi muito natural, fui compondo e as coisas foram se fechando. A MPB na minha carreira foi um presente, pois quando comecei a cantar em bares e casas de show eu cantava muita música internacional, muito pouca coisa de brasileira. Por uma sorte do destino acabei sendo instigada a fazer um show em homenagem a Elis Regina, foi aí que eu encontrei o meu caminho, a música que tocava dentro de mim.

3) Das 10 faixas de Sambô, 5 delas são composições tuas em parceria com Michel Dorfman. Como acontece na tua trajetória a combinação entre ser intérprete e compositora?

Sempre gostei de ser intérprete, a composição entrou mais como uma necessidade de descobrir o que eu estava querendo cantar, pois a MPB tem muitas facetas e estava querendo achar a minha.

4) Como está sendo a divulgação e recepção do teu trabalho no Rio de Janeiro? Sair do Rio Grande do Sul ainda é uma tarefa necessária para o reconhecimento mais amplo da música feita aqui no estado?

Está indo muito bem, começar em uma cidade nova é quase como começar do zero, porém, está sendo importante para minha carreira essa mudança. Não acho que seja imprescindível sair do estado para ter sucesso, mas o mercado lá para música brasileira é bastante amplo, por isso quis explorá-lo. Acho que desafios são sempre estimulantes e importantes para o crescimento, tanto profissional, quanto pessoal.

5) Neste ano de 2009 participaste do show Mulheres da Banda (ao lado de Andréa Cavalheiro, Marisa Rotenberg e Vanessa Longoni) e fizeste um show em homenagem à Elis Regina. Existem outros projetos como estes paralelos à divulgação do seu álbum de estréia?

Esses shows são especiais e maravilhosos, é bom fazer coisas diferentes com pessoas interessantes e talentosas, essa troca é muito gostosa. Tenho alguns shows que pude experimentar isso, como o com Geraldo Flach que é um amigo muito especial, o das Mulheres do Sul, Mulheres da Banda e algumas outras parcerias. Espero que ainda surjam muitos outros.

6) Deixe uma mensagem para os leitores do Música Esparsa.

“Nem sempre as coisas boas estão na cara da gente, seja investigativo, procure e descubra que existe um mundo que você nem pensava que existia.”

Um grande beijo, muita música e obrigada!

Renata Adegas

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