Ontem, dia 28 de abril, no Theatro São Pedro em Porto Alegre, aconteceu a 19ª edição do Prêmio Açorianos de Música. Com homenagem especial ao pianista, compositor e arranjador Geraldo Flach, o evento premiou diversas categorias nos gêneros Instrumental, MPB, Pop/Rock, Regional, Blues/Jazz, Erudito e Rap.

Diferente do ano passado, quando assisti à entrega dos prêmios e presenciei as merecidas vitórias do álbum A Mulher de Oslo de Vanessa Longoni no gênero MPB e do álbum My Baby Just Cares For Me do grupo Delicatessen no gênero Blues/Jazz, esse ano, afastado de Porto Alegre, fiquei sabendo dos resultados apenas hoje.

Dentro da lista de premiados, muitas foram as surpresas para mim. A principal delas foi que o grupo Realidade Paralela infelizmente não levou nenhum troféu dos 5 aos quais foi indicado (melhor disco MPB, melhor espetáculo, melhor intérprete para Vanessa Longoni, melhores instrumentistas para Angelo Primon e Marcelo Corsetti). Realmente fiquei espantado com esse fato, principalmente se pensarmos que o quarteto que forma o Realidade (Vanessa, Angelo, Corsetti e Luke Faro) é formado por quatro dos melhores músicos do Rio Grande do Sul e fez um álbum de qualidade reconhecida além das fronteiras deste estado e foi um dos mais atuantes grupos musicais em 2009, fazendo inúmeros shows em Porto Alegre, em cidades do interior do estado e no Rio de Janeiro. Por essas razões fica registrada aqui minha lástima em relação a essa falta de reconhecimento (para além da indicação apenas e sem menosprezar os outros concorrentes) a esse grande e qualificado projeto musical que é o Realidade Paralela.

Pois bem, além disso, outro estranhamento de minha parte foi em relação à específica categoria de melhor intérprete de MPB, pois, para o meu gosto, seria quase impossível desbancar Vanessa Longoni ou o excelente trio Andréa Cavalheiro, Ana Krüger e Alex Alano como merecedores do prêmio. Mas o quase, nesse caso, fez a diferença. Assim como na categoria de instrumentista de MPB, já que Angelo Primon e Marcelo Corsetti infelizmente não foram agraciados com o troféu, mesmo apresentando uma combinação sonora inovadora entre a guitarra elétrica e a viola caipira nas canções do álbum do Realidade.

No entanto, outras premiações foram muito justas, na minha opinião, entre elas: melhor álbum MPB para Cidade Baixa de Fausto Prado e Caetano Silveira, melhor instrumentista e compositor do gênero instrumental para Maurício Marques e seu excelente Milongaço, melhor álbum instrumental para Bah do Quartchêto, melhor álbum, intérprete e compositor para Oly Jr. com seu álbum Milonga Blues, no gênero Blues/Jazz e o prêmio de Revelação para o cantor e compositor Filipe Catto com seu EP Saga.

Sem mais delongas, confiram AQUI todos os premiados e prestigiem, sempre que possível, o trabalho desses artistas, pois mesmo recebendo troféus desta premiação, infelizmente a qualidade da música deles não tem garantias de que será espalhada para o resto do estado ou mesmo que simplesmente esteja em um teatro ou loja de discos mais próxima de você. Portanto, quem se interessar, corra atrás e valorize esses artistas!

Saudações musicais!

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