Depois de alguns meses retomo a seção do blog dedicada a algumas dicas sobre intérpretes clássicos e recentes do tango.

A dica de hoje trata-se da Orquesta 34 Puñaladas, que se especializou, nos primeiros álbuns, em interpretar e resgatar antigos tangos que representam o lado mais marginal dos arrabaldes argentinos e rioplatenses, entre criminales e cuchilleros.

Assim, nos discos Tangos Carcelários (2002), Slang (2005) e Argot (2006), as quatro cordas e a voz que formam o quinteto esbanjam ótimas e fortes interpretações de tangos casi olvidados. Nos vídeos abaixo, A la luz del candil (Carlos Vicente Geroni Flores/Julio Navarrine, 1927), que é do repertório do disco de 2006 e La Gayola (Rafael Tuegols/Armando Tagini, 1927), que está no álbum de 2002, são bons exemplos:

A partir de 2006, os integrantes da orquestra, Augusto Macri, Edgardo González y Juan Lorenzo (guitarras), Lucas Ferrara (guitarrón) e Alejandro Guyot (voz), depois de indicados a diversos prêmios com seus álbuns de versões, começam a preparar as composições inéditas que deram origem ao prestigiado álbum Bombay Bs. As. (2009), considerado um dos mais originais álbuns de tango da atualidade, com participação especial de Vitor Ramil. No vídeo abaixo, a faixa-título em uma apresentação de 2007 do grupo e que pode ser ouvida no site da orquestra AQUI:

Está aí, portanto, um belíssimo representante do tango contemporâneo, que dialoga com a tradição reiventando-a de forma criativa e original. É o “submundo” tanguero protagonista de belíssimas canções.

Saudações musicais!

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