Gente amiga, hoje (terça, 16 de novembro), o músico porto-alegrense Roger Canal (cujo trabalho logo ganhará espaço exclusivo aqui no blog) faz um dueto imperdível com o bandoneonista Pablo Gignoli (da Orquesta Típica Fernandez Fierro) às 23h no Prefácio Bar. Quem for não se arrependerá! Mais informações no release abaixo.

Saudações musicais!

Alma gaucha sul-americana em Porto Alegre

A fusão musical inusitada de Roger Canal e Pablo Gignoli chega ao Brasil

Encontro ou reencontro de culturas. Esse é o mote da apresentação de Roger Canal e Pablo Gignoli, em Porto Alegre, no próximo dia 16 de novembro. Brasil e Argentina soam como universos irmãos, que convivem de forma muito harmoniosa nos espetáculos realizados pelo duo, que já passou por Buenos Aires e Montevidéu. Em sua terra natal, Porto Alegre, Roger Canal recebe o amigo e parceiro argentino Pablo Gignoli, integrante da Orquestra Típica Fernandes Fierro, para um show inédito, onde combinam suas visões artísticas peculiares. Assim, a noite tem o clima de reencontro não só de dois músicos criativos, mas da própria experiência sociocultural sul-americana, que aproxima, em demasia, os dois povos meridionais. Características que integram o imaginário e a alma musical destes expoentes da arte contemporânea em seus países, unidos e divididos por fronteiras físicas e imateriais. Tango, milonga, jazz, ruído, melancolia, euforia, introspecção e fúria, alguns tons que ecoam de suas notas.

Baseado no improviso e na experiência sonora do encontro, o show aproxima as vivências dos compositores em torno de novas propostas de criação e interpretação. De certa forma, releituras dos folclores locais a partir de bandoneon, bumbo leguero, violão, melódica, combinados com vocalizações, efeitos, até mesmo canções. As vezes, pode soar como uma visão renovada do cancioneiro gaúcho em busca de sentido e harmonia, na verborragia acelerada e caótica da metrópole. Muito Buenos Aires e um tanto Porto Alegre. Costura que rende frutos a dupla, que já tem gravados, em fase de finalização, dois CD’s e um DVD. Portanto, não se trata de um experimentalismo estéril, sem sentido, lançado ao vento, mas de uma pesquisa musical comprometida com a busca visível no trabalho intercontinental: propor um sopro de novidade, de renovação das culturas e vivências folclóricas sulistas, as vezes tão carimbadas pelos clichês, quanto pelas repetições oportunistas. Oigalê!

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