Nesta segunda-feira (30 de janeiro), a cantora e compositora Karina Buhr faz o show imperdível de lançamento do seu novo álbum Longe de Onde no Bar Opinião (meia-noite), em Porto Alegre. Depois da grande repercussão do seu álbum solo de estreia Eu menti pra você (2010), Karina vem apresentar, com o patrocínio da Natura, o repertório e o show do seu mais novo trabalho, ao lado de uma banda incrível.

E como, neste momento, o Música Esparsa completa 3 anos de existência, o blog vai presentear um dos seus leitores (as) com um ingresso para o show: para isso, basta ser o primeiro a comentar essa postagem aqui no blog e escrever um pouco sobre como conheceu este espaço virtual. Barbada não?

Enquanto isso, confiram abaixo a música Pra ser romântica e o release do show e do novo álbum.

Saudações musicais!

NATURA apresenta: KARINA BUHR no Bar Opinião

No próximo dia 30 de janeiro (segunda), a cantora e compositora Karina Buhr faz pela primeira vez, em Porto Alegre, o show de lançamento de seu segundo disco solo, “Longe de Onde”.

Karina sobe no palco do Opinião acompanhada por uma super banda formada por Bruno Buarque (bateria), Mau (baixo) Edgard Scandurra (guitarra), Fernando Catatau (guitarra), Guizado (trompete) e André Lima (teclados). No repertório, as 11 músicas do novo disco, além de alguns sucessos do “Eu Menti Pra Voce”, seu primeiro disco solo, lançado em 2010.

“Longe de Onde”

A música de Karina Buhr tem o sim e o não. Em sua poesia existe esperança e morte, solidão e amor. Se compor é assumir todas as possibilidades, em uma canção cabem todas as ideias, pensamentos, sensações que se for capaz de imaginar e sentir. Da primeira à última das onze faixas de Longe de Onde, segundo álbum solo de Karina, a vida é uma surpresa.

Assim como em seu primeiro disco (“Eu Menti Pra Você”, janeiro de 2010), o novo foi produzido por Karina ao lado de Bruno Buarque e Mau, respectivamente baterista e baixista e estrutura base para suas narrativas musicais cheias de rasteiras nas expectativas. Liga que se completa com o tecladista André Lima e o trompetista Guizado, mais a impressionante dupla de guitarristas Edgard Scandurra e Fernando Catatau, camadas de som se alternando e se encontrando.

Banda meganinja que acompanha a espontaneidade das canções e conduz a eletricidade em alta voltagem de Karina: ao vivo é uma experiência, disco é pras canções nascerem. Tudo leve e tudo denso. E tão particular que uma das coisas mais fascinantes de um segundo disco é ver o que não era coincidência nem vira acidente, o que se torna a voz, o que se cristaliza como personalidade artística – ou o que cabe no nosso ouvir.

Créditos: Jorge Bispo

Tematicamente, eu-liricamente, melodicamente, nos arranjos e letras plurais nos estilos e abordagens, as composições de Karina são a invenção de um mundo sem limites – geográficos, conceituais, de imaginação. Universo que se expande do punk rock de “Cara Palavra” à poesia aguda de “Não Precisa me Procurar”. Nas imagens de pista de dança versus campo de guerra de “The War’s Dancing Floor” à pressão surf music de “Guitarristas de Copacabana”. Do encontro de leveza e fatalismo no delicioso reggae “Cadáver” ao dueto de voz e guitarra na bela “Amor Brando”. E na sinceridade irresistível da quase new wave “Não me Ame Tanto”.

Em uma recente viagem ao Marrocos depois de um show do festival Roskilde, na Dinamarca, atraída pela beleza do lugar e da escrita árabe nas ruas, pela simbologia da proximidade distante, Karina registrou em Casablanca a imagem de capa do disco, foto de Jorge Bispo. Longe depende de onde, mas longe também é onde. Karina Buhr não é de nenhum lugar que você conhece. Riqueza de interpretações, insinuações, declarações, provocações, despadronizações.

Com seu romantismo e existencialismo, lirismo e ironia, Karina é absolutamente sincera nas mentiras da arte, da representação, da sugestão anticlichê em composições de ritmo oral, esperto e instintivo. Lógica própria, que se apresenta e existe de pronto. Experiências que se somam, nenhuma coisa em si exatamente definindo ou explicando. A poética é invulgar e literalidade é limitação. A vivência é única, e é justamente nessa coisa única que tudo se torna mais interessante. Falar muito é como explicar a piada: para fazer ideia, só ouvindo e pensando e sentindo.

Ronaldo Evangelista

Outubro/2011

www.karinabuhr.com.br

Anúncios