Disponível desde junho nas plataformas digitais para download e audição via streaming, o álbum Todos os Dias Serão Outono, do Rodrigo Nassif Quarteto, é uma das melhores criações da música instrumental brasileira nos últimos tempos.

E afirmo isso com toda tranquilidade de um espectador privilegiado da trajetória musical do Rodrigo Nassif, desde o lançamento do seu primeiro disco solo instrumental.

No início de 2010, Rodrigo me apresentou seu primeiro disco em um café da Casa de Cultura Mário Quintana, em uma tarde escaldante do verão porto-alegrense. Desde aquele dia, tenho acompanhado assiduamente sua trajetória e escrito sobre toda a sua discografia: Rodrigo Nassif (2008), Fronteira (2010) e O Pulo do Gato (2011). E agora, depois de algum tempo sendo acompanhado em ensaios e shows por Carlos Ezael (violão), Samuel Cibils (baixo) e Leandro Schirmer (bateria), o artista consolida o Rodrigo Nassif Quarteto lançando o primeiro álbum do grupo, em formato digital.

São, ao todo, 11 temas que mesclam composições inéditas e versões expandidas e reelaboradas de músicas dos três álbuns do artista. Na sonoridade, um passeio complexo e inesgotável por diferentes influências, da milonga ao rock, do jazz à habanera, fazendo do improviso e das melodias ora sutis ora pungentes um convite para outra dimensão musical, que só quem ouve atentamente pode se sentir credenciado a desfrutar de sua plenitude.

Uma prova disso são os dois temas que selecionei para esta postagem: História Diferente e YMB, que abaixo estão em uma excelente performance ao vivo do quarteto, em uma de suas diversas apresentações nas unidades do Sesc em São Paulo. Para maiores informações sobre o disco, incluindo as plataformas de venda do álbum, acessem a página da 180 Selo Fonográfico.

Saudações musicais!

Anúncios