Se em Vermelhos e Demais Matizes a cantora e compositora Gisele De Santi conseguiu traduzir nas canções do disco diversas possibilidades sinestésicas, no mais recente e terceiro disco de sua carreira, Casa, a artista apresenta uma coleção de canções que expressam diferentes sentidos para o amor e o aconchego.

Com a participação de Luiz Mauro Filho no piano e de Vagner Cunha nas cordas, nos arranjos e na produção musical, os treze temas do disco demonstram a afinação impecável da intérprete e as escolhas certeiras de Gisele (que mescla composições próprias com as de outros artistas) para expressar as transformações afetivas e artísticas oriundas da experiência de sua maternidade.

Apesar de ser um álbum que merecia um comentário faixa a faixa (algo que a própria artista está fazendo na sua fanpage do Facebook), escolhi para esta postagem duas canções que foram, para mim, motivos instantâneos de aproximação com uma das possíveis propostas do disco: torná-lo um lugar artístico de refúgio e aconchego para ouvidos e almas amorosas.

A primeira delas, composição da própria Gisele, intitula-se Toda, uma canção que lindamente traduz uma das experiências mais desafiadoras e essenciais para desfrutarmos verdadeiramente do amor e do aconchego que ele proporciona, isto é, a experiência da entrega.

E o segundo tema escolhido é a versão incrível para Astronauta Lírico, de Vitor Ramil, uma das minhas “músicas de estimação” que ganha uma roupagem que consegue extrair ainda mais delicadeza da gravação original. O arranjo e a interpretação de Gisele nos levam a uma viagem inesquecível com o pensativo astronauta lírico que há em todos nós.

Escutem abaixo a canção e entrem nesta Casa sem receio de fazer dela a morada de seus ouvidos por muito tempo.

Saudações musicais!

 

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