Chegando em noites claras
Na primavera, na existência…
Portas dormindo abertas
O sul à tua espera há de estar

Nestes tempos em que o Sul é mais uma vez apropriado por discursos etnocêntricos, nada melhor do que reencontrar este espaço-tempo simbólico em duas das dimensões mais humanistas que a arte nos legou: a poesia e a canção. Desta vez, quem nos convida para este reencontro é o cantor e compositor Rodrigo Duarte, com o seu disco Zênite.

Neste primeiro álbum solo do artista, o Sul chega até nós muito mais como uma indelével impressão digital do que como um manifesto. Nele estão as paisagens, as emoções e as sonoridades sulistas, sem serem todos esses aspectos um caminho irrevogável e compulsório, mas sim um itinerário sensível e multifacetado pelos caminhos sempre provisórios e criativos da identidade artística.

Formado por 11 canções (10 delas de autoria do próprio Rodrigo em parceria com diferentes compositores), o repertório é enriquecido sobremaneira com 10 instrumentistas de grande qualidade, como Samuca do Acordeon, Texo Cabral (flauta e harmônica), Miguel Tejera (baixo elétrico), Bruno Coelho (percussão), Matheus Alves (guitarra e violão), entre outros, e também com a participação nos vocais de Maurício Barcellos, Vinícius Brum e Marco Aurélio Vasconcellos.

Para uma degustação prévia de Zênite, confiram abaixo as duas primeiras faixas do disco, com um pequeno comentário para cada uma delas, e adquiram o álbum na loja virtual da Minuano Discos.

Saudações musicais!

ZÊNITE [Rodrigo Duarte/Cristiano Bernardes]

Entre 2010 e 2011 tive a honra de conviver com um dos grandes colegas da área da docência, o Cristiano Bernardes. Volta e meia, entre as peripécias das atividades e projetos escolares, trocávamos algumas ideias sobre música. Buenísima surpresa foi encontrar a verve compositora do amigo na faixa-título do disco, que exala grande inspiração em cada uma das estrofes.

NA PALMA DA MÃO (ENQUANTO MATEIO) [Rodrigo Duarte/Maurício Barcellos/Paulo Fleck/Mateus Neves da Fontoura]

Dividindo os vocais com Maurício Barcellos, Rodrigo e seus parceiros apresentam neste tema uma belíssima canção que passeia por devaneios existenciais, líricos e políticos que só um bom e reflexivo mate é capaz de estimular. Mateio, logo existo!

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