Na primeira vez que fui ao Inconsciente Coletivo, na sétima edição, conheci o excelente trabalho da Tatiana Cobbett e do Marcoliva, que ganharam espaço no Música Esparsa e também se tornaram parceiros do blog em apresentações em São Francisco do Sul.

Já na décima edição do festival de cultura criativa – também na Casa de Cultura Fausto Rocha Júnior, em Joinville – a boa surpresa foi conhecer a galera do FIRMA Coletivo de Bandas e Ações Autênticas, que há alguns meses foi criado para promover ações de valorização e visibilidade artística e cultural da cena musical independente de Joinville.

Como não podia deixar de ser, fui na banca do coletivo e garimpei alguns discos de artistas independentes que serão , aos poucos, comentados por aqui. Mas é certo que a colaboração do Música Esparsa não vai parar por aí.

Para quem se dedica a investir na democratização de manifestações artísticas e culturais, especialmente daquelas que circulam distantes dos padrões hegemônicos midiáticos e de formatos comerciais de entretenimento, sabe o valor que um coletivo deste matiz tem para a expansão do horizonte cultural das comunidades e para a valorização do trabalho artístico como uma prática social acessível e respeitada como todas as outras.

Uma ótima noção sobre o FIRMA pode ser conferida a partir do importante texto que circulou no Inconsciente Coletivo e que, pela força das ideias, reproduzo aqui na íntegra:

O tema do (IN)Consciente Coletivo deste ano suscita grande reflexão, apesar da aparência de trivialidade. Bradar aos quatro ventos a necessidade de (re)união de forças em torno de objetivos comuns é um ato político da mais alta relevância, principalmente em tempos de fragmentação social e acentuada diluição da confiança nas instâncias que antes nos representavam.

Faz-se cada vez mais urgente a conscientização, por parte dos diversos setores da sociedade, de que o protagonismo mudou de mãos – ou ao menos precisa mudar. Não há o que esperar de ninguém enquanto houver trabalho a ser feito com as próprias mãos. E há muito o que fazer, seja no âmbito da conscientização ambiental, da gestão da produção cultural, da busca de alternativas à economia tradicional, enfim, no âmbito da construção de uma sociedade mais democrática e sadia.

O Firma Coletivo de Bandas e Ações Autênticas orgulha-se de participar do INC por entender que as atividades de ambas as entidades surgem de necessidades parecidas e divisam, ao longe, os mesmos objetivos: o fomento da cultura local, o apoio aos artistas, a democratização do acesso às atividades culturais, a busca de alternativas aos meios tradicionais de produção e sustentação da arte em geral.

Se problemas e necessidades semelhantes nos acometem, resta-nos o reconhecimento de que só unindo forças e trabalho as soluções e alternativas poderão vir à tona. Por isso “Somos todos um”, queiramos nós ou não.

Para entrar em contato com o coletivo, acesse e curta a fanpage do FIRMA no Facebook. E para conhecer um pouco sobre um dos artistas que fazem parte da iniciativa, segue abaixo a música Amor Fiel (do álbum Céu, 2015), do cantor e compositor Milton Neto, que fez um belo show no palco do 10º InC.

Saudações musicais!

 

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