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Música Esparsa

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Entrevista

METABLOG COM PARFFIT JIM BALSANELLI

No retorno da seção Metablog, trago uma excelente entrevista com o músico Parffit Jim Balsanelli, atuante na cena independente de rock em Joinville e que é comunicador no programa É ROCK! da Rádio Udesc Joinville, ao lado de Rubens Herbst, Carlos Polvani e Paulo Henrique Silveira. Continuar lendo “METABLOG COM PARFFIT JIM BALSANELLI”

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JUAN PÉREZ – ARDE MARTE

No hay velo sobre el deseo que disimule su instinto.

A bela imagem acima, de Yasnaia Gayá, ilustra o primeiro álbum solista do músico argentino Juan Pérez, um conjunto de canções que viajam pelo fantástico e pelo onírico tomando o indie pop como principal meio de transporte. Continuar lendo “JUAN PÉREZ – ARDE MARTE”

CONVERSA ESPARSA COM CARMEN CORREA

Para finalizar o ano de maneira especial, o Música Esparsa convida a todos para conhecerem o álbum Do Outro Lado, da cantora e compositora Carmen Correa (na imagem acima, em registro de Fabrício Simões), lançado há menos de um mês e que traz um conjunto de belas e instigantes canções. Continuar lendo “CONVERSA ESPARSA COM CARMEN CORREA”

METABLOG COM CHICO COUGO

E chegamos à terceira entrevista da seção MetaBlog, dedicada a divulgar as ideias e as iniciativas de diversos blogueiros do Brasil dos quais sou leitor frequente e que há muito tempo penso em trazer para os leitores deste blog também apreciarem.

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METABLOG COM LEONARDO DAVINO

Nesta postagem, o Música Esparsa estreia uma nova seção, intitulada Metablog, dedicada a divulgar as ideias e as iniciativas de diversos blogueiros do Brasil dos quais sou leitor frequente e que há muito tempo penso em trazer para os leitores deste blog também apreciarem. Continuar lendo “METABLOG COM LEONARDO DAVINO”

CONVERSA ESPARSA COM JULIANA CORTES

Em 2013, a cantora curitibana Juliana Cortes lançou seu álbum de estreia, intitulado Invento. Não tardou muito para que eu conhecesse o disco, cujo repertório incluía três músicas já gravadas por Vitor Ramil, cantor e compositor que escuto quase diariamente desde 2008.

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CONVERSA ESPARSA COM TATÁ AEROPLANO

Tatá Aeroplano (Cŕeditos: Maira Acayaba)
Tatá Aeroplano (Cŕeditos: Maira Acayaba)

Faz pouco tempo que conheci os dois discos solo do cantor e compositor Tatá Aeroplano, integrante das bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro. Desde então, a audição constante das canções de Tatá Aeroplano (2012) e Na Loucura & Na Lucidez (2014) traz sucessivas descobertas sonoras e poéticas a partir da abordagem multifacetada de experiências urbanas, amorosas e noturnas que o artista explora nas suas composições.

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OLY JR. – DEDO DE VIDRO

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Créditos: Jonas Pereira.

Está disponível, desde o último dia 20 de novembro, a nova empreitada musical do cantor e compositor Oly Jr., um repertório de 11 canções intitulado Dedo de Vidro. Após os trabalhos que envolveram uma criação artística inspirada na fusão da milonga com o blues, comentados no Música Esparsa aqui e aqui, e a parceria com o harmonicista Gonzalo Araya no disco Do Delta do Jacuí ao Deserto do Atacama, Oly Jr. dedica-se agora a um conjunto de canções tematicamente diversificadas, mas reunidas do ponto de vista da sonoridade pela técnica do slide, como o próprio artista comenta logo abaixo:

Oly Jr.: Este disco tem como força motriz, em termos estéticos e sonoros, a intervenção em todas faixas, do slide. O slide é um objeto cilíndrico, ou um tubo, que pode ser feito de vários materiais, mas os mais usados são os de metais, de porcelana, no meu caso, de vidro, e é usado como efeito sonoro, deslizando esse objeto em algum instrumento de cordas, geralmente no violão ou na guitarra, mas no meu caso, e para esse disco, usei direto numa viola de 10 cordas e numa guitarra de 10 cordas, que eu chamo de “guitarola”, fuçada e reformada pelo luthier André Moraes. Ou seja, consegui unir elementos que me emocionam muito no universo musical, como o blues, a milonga, o folk, o rock, a viola e o slide. Faz muito tempo que eu estudo a técnica do slide, através do blues, e desde 2009, com o disco “Milonga Blues” eu venho aplicando essa técnica também na milonga, que depois aperfeiçoei um pouco mais em outro disco, o “Milonga em Blue (Notas do Delta)”, de 2012. No disco de 2009 eu já tinha gravado os slides numa viola de 10 cordas, mas que eu a usava com 5 cordas. Somente num disco de 2013, que eu gravei em parceria com o harmonicista chileno Gonzalo Araya, intitulado “Do Delta do Jacuí ao Deserto do Atacama”, que de fato usei uma viola com 10 cordas, com intervenções do slide em algumas canções. Como gostei muito do resultado, me dediquei um tempo para a viola e para essa guitarra de 10 cordas, com um slide no dedo, compondo e fazendo arranjos nessas condições. Daí surgiu o DEDO DE VIDRO.

Um disco inspirado em Robert Johnson, Muddy Waters, Mississippi Fred McDowell, Son House, Charley Patton, Julio Reny, Nei Lisboa, Bebeto Alves, Vitor Ramil, Mauro Moraes, Noel Guarany, Jayme Caetano Braun, Almôndegas, Bob Dylan, Neil Young, Joan Baez, Duane Allman (guitarrista/The Allman Brothers Band), Jeremy Spencer (guitarrista/Fleetwood Mac), Otávio Rocha (guitarrista/Blues Etílicos), Bebeco Garcia, Eric Clapton, Almir Sater, Paulo Freire, Roberto Corrêa, Tião Carreiro, Renato Andrade, Zé Côco do Riachão, Helena Meirelles, Ricardo Vignini, Renato Teixeira, Rolando Boldrin, entre outros.

Artista inquieto e muito dedicado a pesquisar e investir em processos criativos diferenciados e, ao mesmo tempo, condizentes com sua trajetória artística prévia, Oly Jr. oferece-nos agora uma combinação múltipla de composições que transitam entre temas urbanos, políticos, existenciais e, como não poderia deixar de ser, culturalmente híbridos, como a excelente Uma avença, na qual o tema do pacto com o diabo (clássica referência blueseira) ganha vida ao lado de personagens da nossa literatura que também estiveram relacionados a tão antiga experiência, como Riobaldo e Blau Nunes.

Gravado, mixado e masterizado nos Estúdios Musitek, Dedo de Vidro contou com a coprodução de Otávio Moura (que colabora em 7 faixas do disco, revezando-se na bateria, teclado, bombo leguero e back vocal) e a participação de Jacques Jardim (baixo), Jacques Trajano (bateria), Lourenço Gaiteiro (acordeón) e Luciano Leães (piano).

Para finalizar, escutem a Canção do despertar, uma composição com letra e arranjo belíssimos, evidenciando que o Dedo de Vidro é acompanhado por uma poética política necessária e inspiradora.

Saudações musicais!

MÚSICA COMENTADA: LARA ROSSATO

Conheci o trabalho da Lara Rossato pela primeira vez em 2013, em uma das edições do “Escuta: o som do compositor”, na galeria La Photo, em Porto Alegre. Naquelas duas ou três músicas interpretadas por ela na ocasião, percebi uma característica muito interessante na cantora e compositora: uma atitude de defesa, mesmo que sutil, dos seus sentimentos e ideias traduzidas artisticamente, deixando claro que o sentido que ela atribuía às suas criações era forte o suficiente para ser compartilhado com outras pessoas.

Assim, ao escutar o álbum mais recente da artista, Mesa para dois, reconheci novamente na interpretação de Lara essa força que emana de dizer o que se pensa e o que se sente com liberdade e audácia, condição que ela sabe muito bem explorar através dos formatos pop, rock e folk, em diferentes combinações.

As 10 canções autorais do repertório transitam entre a leveza de Despedida até a empolgação irônica de Vulcânica, passando por aquela que considero a canção-conceito do disco, a ótima Muito Original, que vocês podem escutar abaixo.

Para essa postagem, Lara Rossato gentilmente respondeu alguns questionamentos da nossa série “Música Comentada”, abordando o universo artístico de suas composições e comentando duas faixas do disco especialmente para os leitores do blog.

Confiram o material abaixo e visitem o site da Lara Rossato AQUI para mais informações.

Saudações musicais!

Música Esparsa: Pensando em uma definição bem simples da arte como uma forma de mostrar/expressar mundos diferentes daquele com o qual estamos acostumados, quais seriam os “mundos” que as tuas canções podem sugerir ao ouvinte?

Lara Rossato: Exploro muito as questões sentimentais utilizando exemplos simples do cotidiano. Acredito que minha música é absorvida facilmente e, ao mesmo tempo, não é vazia de sentido. Penso que o meu mundo é o mesmo mundo de todos. O que eu escrevi, muitos já passaram ou vão passar, só encontro formas diferentes de expressar. Para mim esse é o dever do compositor: encontrar o jeito certo de dizer o que às vezes não tem como ser dito, só sentido.

MAIS QUE UMA VIDA

Lara Rossato: A voz da música é a voz “guia” ou seja, foi gravada somente para guiar a gravação dos outros instrumentos, ela é somente um take que ao final virou a voz principal, sem nenhuma alteração. O refrão da música fala em querer o santo e o imoral, neste caso, o santo é tudo aquilo que é bom, que é do coração. O imoral é tudo aquilo que a sociedade mais conservadora julga ser imoral, bem como a liberdade da mulher em vestir e fazer o que quiser e o amor entre pessoas do mesmo sexo.

JULHO DE 2013

Lara Rossato: Em Julho de 2013, colocamos um bumbo a mais no refrão que é quase imperceptível, mas faz muita diferença. Esse bumbo confere um ar mais dançante à música. Eu e os produtores apelidamos o bumbo como “bumbo lady gaga”, o porquê eu não sei! No show ao vivo, a música no final vira um dance anos 80/90.

A frase final que diz “Agora eu vou lançar meu barco contra o mar, eu vou virar estrada” foi retirada de dois trechos da música “O velho e o mar” do compositor Rubel, que fala sobre esse acordar por dentro e se entregar ao mundo e a si mesmo. Essa música fez muito sentido na época que escrevi a canção, ela serviu como um “gancho” para essa nova composição.

Música Esparsa: Deixe um recado para os leitores do Música Esparsa.

Lara Rossato: Gostaria de agradecer o espaço e parabenizar o Música Esparsa por ajudar a promover a música independente, fazendo essa ponte entre o músico e o público.

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