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Música Esparsa

DISCOGRAFIA ESPARSA (SINHÔ)

Com essa postagem, inauguro uma nova seção no blog intitulada Discografia Esparsa, destinada a comentários sobre discos raros, esgotados ou que possuem alguma destacada peculiaridade e/ou importância histórica. Continuar lendo “DISCOGRAFIA ESPARSA (SINHÔ)”

RAUL DE SOUZA EM PORTO ALEGRE

Pessoal, abaixo reproduzo o release do show do grande trombonista Raul de Souza, que se apresentará em Porto Alegre no próximo dia 10 de novembro, em apresentação única e em comemoração aos seus 55 anos de carreira. Raul já dividiu o palco com mestres da estirpe de Sarah Vaughan, Hermeto Pascoal e Milton Nascimento e tem 12 álbuns lançados, entre eles os excelentes À Vontade Mesmo (1965) e Elixir (2005).

Aproveitem essa rara oportunidade e prestigiem!

Saudações musicais!

 

Créditos: Yamaha Musical do Brasil

Trombonista Raul de Souza comemora

55 anos de carreira em Porto Alegre

Um dos mais importantes trombonistas do mundo, e um dos grandes nomes da música brasileira, Raul de Souza faz apresentação única em Porto Alegre, no dia 10 de novembro. O espetáculo faz parte da turnê  “Raul de Souza 55 anos”, que percorre  cinco capitais para comemorar em grande estilo a brilhante carreira musical que marcou palcos brasileiros, americanos e de diversos países da europa.

Acompanhado do grupo curitibano “NaTocaia”, Raul apresenta ao público composições próprias como “À Vontade Mesmo” e “Jump Street”, mas abre espaço para “Inútil Passagem” de Tom Jobim e “Sweet Lucy” de George Duke, e de músicos como Pixinguinha, Glauco Sölter e Djavan.

Raul  já dividiu palco em encontros  memoráveis com gigantes como o ele, tais como: Hermeto Pascoal, Cal’Tjader, Lionel Hampton, Sarah Vaughan, George Duke, Stanley Clarke, Ron Carter, Frank Rosolino, Airto Moreira, Flora Purim e Milton Nascimento. O trombonista, que divide seus dias entre França e Brasil, é considerado uma referência da música instrumental em todo o mundo.

Aos 76 anos, esbanja energia neste espetáculo ao lado de músicos inventivos e talentosos como Sölter, Mário Conde, Jeff Sabbag e Endrigo Bettega assistido em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e agora Porto Alegre.

A série de shows é produzida e idealizada pela Gramofone Cultural e tem patrocínio da Petrobras. A assessoria de Imprensa é da Transpira Produção Criativa.

Teatro CIEE – Porto Alegre

10 NOV – 21h00

Rua Dom Pedro II, 861 – Bairro Higienópolis

(51) 3363-1111


QUEYI

Foi em meados do ano passado que, através da indicação do Marcelo Corsetti, ouvi falar pela primeira vez no nome de Queyi. A partir daí, não demorou muito para que eu ficasse encantado com algumas de suas canções e a admiração aumentasse quando a cantora e compositora espanhola fez uma participação especialíssima no show de lançamento do álbum homônimo do Realidade Paralela.

Depois disso, ainda tive a oportunidade e a honra de ver uma apresentação especial dela em um sarau e, ao lado de Ana Prada, dividir o palco novamente com o Realidade Paralela, quando no repertório foram apresentadas canções do Realidade e do recente álbum Soy pecadora de Ana.

Queyi, atualmente radicada em Montevideo, mas fazendo shows em Madrid e Buenos Aires, já lançou dois álbuns: Nada como un pez (2007) e El desayuno a mi modo (2009), nos quais faz uma síntese original, sofisticada e surpreendente entre influências do rock, do pop e do jazz, sempre com uma interpretação que transita facilmente entre a força e a delicadeza.

Nas próximas postagens teremos mais algumas novidades sobre o trabalho de Queyi e, até lá, saboreiem os dois vídeos abaixo, com performances musicais ao vivo da cantora, além de belíssimas intervenções artísticas com imagens, interagindo de forma preciosa com as canções Lorca, El desayuno a mi modo e The ninth wave, todas do álbum mais recente.

Saudações musicais!

BALEIRO/RAMIL (parte 4)

Posso afirmar que Pet Shop Mundo Cão (2002) foi o álbum que confirmou minha admiração incondicional à arte do cantor e compositor Zeca Baleiro. Digo isso porque antes mesmo de escutar o disco, assisti o show do maranhense em Santa Maria e me surpreendi deveras. E essa surpresa teve dois motivos: o primeiro é que, baseado na audição anterior do álbum Líricas, esperava um espetáculo mais acústico e intimista, mas, o que presenciei foi uma apoteose sonora com guitarras, samplers, DJ e mais outros instrumentos que formatam o mosaico surpreendente das canções de Pet Shop. Já o segundo motivo da surpresa é que, guri novo e recém desencantando das fantasias do mundo lá em 2002, vi espelhadas nas letras das músicas do disco toda a crítica e o deboche à vida moderna que  alimentavam minhas angústias da época e que ficariam mais nítidas para mim nos anos seguintes.


Assim, apesar dessa mudança sonora e temática (mesmo que o lirismo do disco anteiror também tenha sua referência crítica à modernidade desalmada) o meu apreço pelas canções de Baleiro só aumentou e, mais do que isso, adquiri uma noção mais exata das potencialidades críticas e criativas deste grande compositor.

Neste álbum de 2002, preenchido por canções autorias de Zeca, com exceção de Filho da Véia (Luiz Américo/Braguinha), que também fez parcerias valiosas com Mathilda Kóvak, Ségio Natureza e Érico Theobaldo, exala uma visão multifacetada sobre diversos aspectos da vida moderna, como os problemas identitários (Minha tribo sou eu), a exploração do trabalho (Eu despedi o meu patrão, que tem uma citação fantástica de Gregório de Matos Guerra no final), a “morte do poema” (Mundo dos negócios), entre outras abordagens mais sutis e não menos eficazes. E é justamente dessa última música que deixo o vídeo para apreciação, com o seu maravilhoso convite “vamos viver do comércio barato de poemas de amor”.

Depois do fabuloso álbum Tango (1987), Vitor Ramil adiou por alguns anos o lançamento de um novo disco, dedicando sua vida artística ao teatro, com o personagem Barão de Satolep, à literatura, com a bela novela Pequod e ao mundo ensaístico com A estética do frio, reflexão que lançou as bases das características da sua identitade artística, que ficarão ainda mais claras quando do lançamento de Ramilonga em 1998.

Mas antes disso, em 1995, surge encartado em uma resvista de Porto Alegre, com tiragem limitada, o cd À Beça, apresentando diversas músicas que seriam retomadas por Vitor em trabalhos posteriores, como em Tambong (2000, Grama Verde e Não é Céu) ou em Satolep Sambatown (2007, Café da Manhã) e que demonstravam uma grande riqueza sonora e alguns experimentos que seriam essenciais para a melhor definição da sonoridade e poética “ramiliana”.

Além desses aspectos, esse disco pra mim tem um mérito mais inquestionável: foi nele que apareceu pela primeira vez na face da terra uma das canções mais lindas que já escutei e que esta no vídeo abaixo: Foi no mês que vem.

Bueno, espero que tenham gostado desta quarta parte da série Baleiro/Ramil, que contemplará na sua próxima aparição os álbuns Baladas do Asfalto e Outros Blues (2005) do Zeca e Ramilonga (1998) do Vitor. Até lá!

Saudações musicais!

RODA MORTA (ou as verdades que não calam)

RODA MORTA

(Sérgio Sampaio)

O triste nisso tudo é tudo isso
Quer dizer, tirando nada, só me resta o compromisso
Com os dentes cariados da alegria
Com o desgosto e a agonia da manada dos normais.

O triste em tudo isso é isso tudo
A sordidez do conteúdo desses dias maquinais
E as máquinas cavando um poço fundo entre os braçais,
eu mesmo e o mundo dos salões coloniais.

Colônias de abutres colunáveis
Gaviões bem sociáveis vomitando entre os cristais
E as cristas desses galos de brinquedo
Cuja covardia e medo dão ao sol um tom lilás.

Eu vejo um mofo verde no meu fraque
E as moscas mortas no conhaque que eu herdei dos ancestrais
E as hordas de demônios quando eu durmo
Infestando o horror noturno dos meu sonhos infernais.

Eu sei que quando acordo eu visto a cara falsa e infame
como a tara do mais vil dentre os mortais
E morro quando adentro o gabinete
Onde o sócio e o alcaguete não me deixam nunca em paz

O triste em tudo isso é que eu sei disso
Eu vivo disso e além disso
Eu quero sempre mais e mais.

ENCONTRO COM O POETA

DSC01760Ontem visitei a pequena mas graciosa Feira do Livro de Cachoeira do Sul, exercitando um pouco da minha parcial solidão entre meus amigos inseparáveis, os livros. Depois do caminho traçado entre as bancas, decidi aproveitar as guloseimas do café montado especialmente para o evento na Casa de Cultura da cidade.

Porém, seria um passeio bem comum caso um senhor de nome Luis Carlos de Arapey não tivesse se aproximado de minha mesa e apresentado seu cartão com a lista de seus livros de poemas já publicados. Poucos minutos depois, a surpresa da abordagem transformou-se em insuspeita afinidade e a conversa passeou de forma empolgante por literatura, religião, política, cinema e música.

E é sobre a parte musical de nossa conversa que quero comentar aqui, indicando algumas raridades mencionadas por Arapey. No primeiro vídeo, um belíssimo tango de Virgilio San Clemente (letra) e Maruja Pacheco Huergo (música), El adiós (1937), na voz de Ignacio Corsini.

Nesta segunda dica, o grande Enrico Caruso interpreta La partida, de Eusebio Blasco Soler, uma clássica canção que tematiza as saudades da terra natal.

Neste terceiro vídeo, Guiomar Novaes,  a fabulosa pianista brasileira que foi aclamada ainda adolescente por Claude Debussy, interpreta Frédéric Chopin:

E, para terminar, é importante destacar uma interpretação de Arapey sobre a dificuldade que a música platina, especialmente aquela melancólica e melodramática, tem de conquistar número expressivo de ouvintes do Rio de Janeiro até o norte/nordeste do país, corroborando a existência  de uma “outra história” musical que acontece pelas plagas do sul da América do Sul. No entanto, existem belíssimas exceções do contato entre a música carioca e a melancolia tanguera. Assim, dedico a Luis Carlos de Arapey, este grande poeta uruguaio que vive há tantos anos no Brasil (acesse seu blog aqui), uma versão fabulosa de As rosas não falam (Cartola) pela voz do cantor franco-argentino Brian Chambouleyron, como singela homenagem à incrível conversa que tivemos ontem em Cachoeira do Sul.

Un fuerte abrazo, poeta!

ANGELO PRIMON: SOM, SENTIMENTO E SENTIDO

Foto: Camila Mazzini

Angelo Primon é um dos melhores instrumentistas que já tive oportunidade de assistir ao vivo. Desde a apresentação de seu álbum Mosaico (2004) em Santa Maria (2007) até as performances recentes com o quarteto Realidade Paralela (ao lado de Marcelo Corsetti, Vanessa Longoni e Luke Faro), a minha admiração pela arte deste instrumentista só aumenta.

Apesar de ter escrito alguns comentários sobre a trajetória do músico ano passado aqui no blog, sempre me pareceu que faltava um espaço a mais no Música Esparsa para a música e as ideias de Primon. Pensando nisso, convidei o violonista para escrever um pouco sobre seu processo de composição e sobre seu trabalho instrumental, tanto sobre o já lançado Mosaico quanto sobre o disco Solar (atualmente em pré-produção).

Para acompanhar mais de perto o trabalho de Angelo, é só acessar o blog do músico e conferir as músicas do álbum Mosaico no site do artista.

Saudações musicais!

1) Como você concebe o processo de composição na música em geral e o seu processo de composição em particular?

Angelo Primon: Compor sempre é um estado de sofrimento para mim. Existem muitas situações pontiagudas quando me coloco nesta situação. Coisas que vão desde a definição do caminho a ser tomado como até mesmo a própria desconfiança, muito pautada pelo meu senso crítico.

Mesmo assim, o que busco atualmente é um diálogo muito claro das idéias musicais independentemente de sua simplicidade, jocosidade ou brejeirice com a forma.

Esta “situação de composição” me coloca invariavelmente em um leque muito grande de opções no tratamento do substrato musical. Este pode vir de uma frase em uma viola de dez cordas ou talvez até mesmo  de experimentações tímbricas no sitar ou na viola de cocho, por exemplo. O fato é que deste caldeirão de possibilidades tímbricas faz-se vir à tona o som, o sentimento e o sentido.

São estes os três pilares do meu “sofrimento”: Som, sentimento e sentido.

Pelo “Som”, leia-se timbre, dinâmica, divisão, frase, encadeamentos harmônicos, etc.

Tudo que possa me movimentar internamente a ponto de me impulsionar de encontro à resolução, construção de algo, apaixonar-me. “Sentimento” é isso!

Após este turbilhão de sensações e sentimentos, existe um processo, ainda que intuitivo, de construção. Aí eu busco o “Sentido”, uma espécie de organização para tudo o que eu quero dizer. Isto não significa que vou colocar tudo em simetria, aliás, tenho me sentido cada vez menos afeito a este tipo de dimensionamento musical, mas sim, uma construção de como esta música se distribuirá no espaço/tempo para que possa ser ouvida.

[Assista abaixo o vídeo da música El Tunge Le, interpretada por Adriana Deffenti e que, a partir dos 3min e 50s mostra Angelo Primon e Marcelo Corsetti “colocando abaixo” o Theatro São Pedro]

2) Como foi o processo de composição e produção do álbum Mosaico (2004)?

AP: O Mosaico foi meu trabalho composicional de estréia, portanto muito cercado de expectativas e por vezes, ansiedades. Eu reuni composições de fases bem iniciais da minha carreira como Chão batido e Dona Helena,  por exemplo, a composições novas como Altos da Glória, Mato e a Quadrilogia Encantada. O que marcou bastante o processo todo do cd foi o fato de que me coloquei como um compositor muito mais do que um instrumentista, pois na época não fazia mais sentido para mim um trabalho instrumental feito diretamente para músicos, acadêmicos ou iniciados em música. Eu queria contar uma estória! Que as pessoas pudessem ouvir e sentir, se emocionar. Esta foi minha pretensão. Tive a certeza da dose certa disso tudo quando em uma situação de estúdio, em plenas gravações, fomos visitados por pessoas e, depois de um tempo, uma destas saiu assoviando uma frase de uma das minhas músicas. Cara, para mim, naquela hora, eu estava me sentindo satisfeito! E tecnicamente, as colocações dos meus instrumentos foram muito mais  para a composição do arranjo do que uma clara e manifesta atitude solista. Foi bastante divertido tudo aquilo. Era para por a cara à tapa mesmo.

3) Conte um pouco como está sendo a formatação do teu próximo álbum, Solar.

AP: Quase que antagonizando o Mosaico,  Solar caminha em sentido oposto no que se refere à sua construção composicional. Neste novo trabalho, eu claramente componho a partir dos instrumentos e, posteriormente, analiso a possível colocação de coberturas de outros instrumentos para a formatação final. Refletindo em uma situação de solo entre o instrumentista e suas atitudes musicais.

Se no Mosaico eu priorizei a composição das músicas para após colocar-me como instrumentista, no Solar o instrumentista fala para o compositor: a música é esta e com este instrumento! Arranja aí!

Solar está nascendo a partir desta viagem em solitude que o compositor mergulha, para extrair-se de si através de seu instrumento musical.

É das sensações de solidão, de solitude, de abandono, de vácuo, de flutuação que tento pintar em som através do instrumento que estou tocando o momento.

Tenho aprendido ao longo destes anos a observar meu tempo, por isso ainda estou em processo de pré-produção. As coisas estão se encaminhando bem.

4) Escreva um pouco sobre as características da música instrumental que você faz, pensando em divulgá-la a um público que não é acostumado a ouvir compoisções só intrumentais.

AP: Olha Icaro, é bem difícil falar sobre isso, até porque a música por si só já é uma arte que é imaterial, por conseqüência invisível, mas ainda assim, mexe com sensações do momento que se ouve até fixar-se em lembranças e sentimentos por anos afora. Acho que o convite para que as pessoas ouçam e falem sobre o que sentiram seria um desafio e tanto!

Contudo, acho que talvez esta dificuldade seja a própria explicação do que eu busco com a música que faço. Tentar contar estórias, pintar um quadro mental, sintonizar sensações.

Existem tantas formas em que a música instrumental é expressa. No jazz, por exemplo, temos as qualidades técnicas improvisatórias a desafiar o ouvinte. Na música erudita, temos as várias paisagens de muitas épocas e contextos artísticos, históricos e políticos do velho mundo. Na música étnica temos o reconhecimento da raiz da expressão do som como os cantos mouros, os couros africanos e a flutuação das melodias védicas e seus comas de tons de um transcendente mundo ainda mais antigo.

Acho que por hora posso me definir como um músico que tenta passear por estes universos citados com a simplicidade de um assovio, um cantarolar, um ferir das cordas de uma viola e a construção do meu silêncio.

BELLE & SEBASTIAN: WRITE ABOUT LOVE

Pouquíssimas vezes escrevi aqui no blog sobre músicas em língua inglesa. Pensando rapidamente agora, acho que só Lhasa de Sela (com seu último álbum principalmente) e Norah Jones foram aqui citadas nesse sentido. No entanto, engana-se quem pensa que eu só escuto música brasileira e platina. Apenas não costumo achar interessantes e/ou relevantes minhas opiniões sobre muitas bandas e artistas (de língua inglesa) amplamente divulgados por aí.

Mas muitas vezes impera aquele desejo de que, se não tenho muito o que escrever, tenho o que mostrar. E esse é o caso do oitavo álbum da banda escocesa Belle & Sebastian, intitulado Write about Love.

Muito aguardado pelos admiradores da banda, já que o último trabalho foi The Life Pursuit, em 2006, este novo disco apresenta Belle & Sebastian com sua indefectível leveza, criatividade e arrebatamento à primeira audição. Com o tempo, escreverei mais sobre a trajetória do grupo e sobre este último lançamento (previsto oficialmente para 11 de outubro). Enquanto isso, a canção I want the world to stop (no vídeo abaixo) mostra que esperar pelos lançamentos da banda é sempre gratificante.

Saudações musicais!

RODRIGO NASSIF LANÇA “FRONTEIRA”

Foto da capa: Luiz Carlos Felizardo
Foto da capa: Luiz Carlos Felizardo

Em fevereiro escrevi algumas palavras sobre o excelente e premiado álbum de estréia  do violonista Rodrigo Nassif. Agora, sete meses depois, um dos destaques da atual cena da música instrumental gaúcha apresenta seu segundo disco, com show de lançamento marcado para esta quarta-feira (22/09), no Café da Oca (João Telles, 512, a partir das 21h e 30min), com entrada franca!

Intitulado Fronteira, este segundo trabalho autoral de Rodrigo já demonstra ser pelo menos tão qualificado como o anterior, como podemos inferir a partir de 4 músicas disponibilizadas pelo artista no seu MySpace: Blimundiando, Fronteira, Tio Pepepo e Todas as coisas não ditas aquela noite.

As composições instrumentais de Nassif, que possuem forte influência da sonoridade platina (não é à toa o nome do álbum), transportam o ouvinte para um universo de riqueza melódica inconfundível. Pode até ser apenas impressão minha, mas a musicalidade do violonista me parece atender àqueles fundamentos da Milonga de sete cidades (de Vitor Ramil): rigor, profundidade, clareza, concisão, pureza, leveza e, também em alguns casos, melancolia. Só que tudo isso soa com uma originalidade e uma autenticidade inéditas. Porém, antes de tudo isso, há uma outra grande motivação para os leitores conhecerem as músicas deste artista: é muito bom ouvir Rodrigo Nassif!

Então está feito o convite, apareçam lá no Café da Oca na quarta ou no Sesc em Passo Fundo, dia 24/09. Para quem ainda quer conferir um pouco antes do show, é só dar o play no vídeo abaixo.

Saudações musicais!

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